A pré-candidata a deputada federal Maria Marighella (PT) afirma que a eleição de 2026 será uma das mais difíceis para o campo da esquerda no enfrentamento ao bolsonarismo. Em entrevista ao programa Ligação Direta, na Salvador FM, na noite desta terça-feira (19), a ex-vereadora de Salvador e ex-presidente da Fundação Nacional das Artes (Funarte) falou dos planos para eventual mandato em Brasília e da necessidade de fortalecer a cultura no país.
“Acho que essa é uma das eleições mais importantes das nossas vidas, momento em que vamos disputar contra o avanço da extrema-direita, que tem um candidato que traz a história do bolsonarismo”, contextualizou.
Nesse cenário, afirmou a pré-candidata, seu nome entra no páreo como representante da área cultural.
“O nosso projeto precisa de representação nas diversas frentes de luta. Eu venho de uma agenda que é fundamental para o país, que é a cultura. Venho trazendo essa bandeira, essa marca, a cultura como forma de ser, de estar no mundo, a cultura e suas transversalidades com o meio ambiente, com a educação, com os feminismos, a justiça, o direito à memória e à verdade”, listou
Cultura nas escolas
Durante sua entrevista, Maria Marighella ressaltou a importância de levar a experiência cultural para as escolas como forma de criar conexão entre os estudantes e as artes.
“As linguagens e as artes precisam ser experimentadas primeiro nas escolas. Ou seja, você forma públicos e cria conexão. As políticas públicas não podem ficar restritas aos espaços da cultura. Elas precisam ser uma prática de Estado. Por isso, defendemos que para a experiência artística ganhar tamanho, ser transformadora, precisa estar presente na escola”, argumentou
Além disso, a pré-candidata a deputada federal afirmou que vê a cultura como um vetor de crescimento para a indústria criativa, mas também tem sua relevância ao promover mobilidade social.
“É o segmento que mais emprega a juventude, as mulheres. A cultura tem suas diversas conexões com temas que são fundamentais. Essa pré-candidatura traz isso, bota a cultura da Bahia para rodar”, arrematou