A Prefeitura de Salvador contratou uma consultoria especializada por R$ 3,76 milhões para preparar a futura licitação da primeira linha do Sistema de Teleférico do Subúrbio, que ligará Campinas de Pirajá a Praia Grande, em um percurso de 4,3 quilômetros. A contratação foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM).
O contrato foi firmado pela Superintendência de Obras Públicas (Sucop) com a Fundação Instituto de Administração (FIA), que terá prazo de nove meses para consolidar os estudos técnicos do projeto e estruturar todo o processo licitatório da obra.
As obras já vão começar?
Ainda não. A contratação publicada pela Prefeitura não é para executar a obra do teleférico, mas para preparar a futura licitação que escolherá a empresa responsável pela implantação do sistema.
Na prática, a consultoria contratada ficará encarregada de revisar e consolidar os estudos técnicos já realizados pela Prefeitura, analisar novos levantamentos e elaborar toda a documentação necessária para a publicação do edital de licitação.
Somente após a conclusão dessa etapa será possível lançar a concorrência para selecionar a empresa que executará as obras da Linha 1 do Teleférico de Salvador.
O projeto, no entanto, já tem uma fonte de financiamento definida. Segundo o prefeito Bruno Reis (União Brasil), a implantação do sistema contará com US$ 125 milhões financiados pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).
O que se sabe sobre o futuro Teleférico de Salvador?
O Sistema de Teleférico de Salvador, também chamado de Teleférico do Subúrbio, faz parte das intervenções do Novo Mané Dendê e será o primeiro sistema desse tipo implantado na capital baiana.
O projeto foi pensado para conectar bairros do Subúrbio Ferroviário ao sistema metroviário da cidade, oferecendo uma alternativa de transporte mais rápida, limpa e sustentável para milhares de moradores.
Segundo informações já divulgadas pela Prefeitura e antecipadas pelo portal A TARDE, a primeira linha terá 4,3 quilômetros de extensão e será sustentada por 27 torres metálicas, que poderão alcançar até 45 metros de altura.
O trajeto contará com quatro estações, distribuídas em pontos estratégicos para facilitar a integração com outros modais de transporte:
- Praia Grande;
- Mané Dendê, atendendo à comunidade local;
- Pirajá, no centro do bairro;
- Terminal Campinas de Pirajá, com integração direta à Linha 1 do Metrô e ao terminal de ônibus.
As cabines serão elétricas, silenciosas e terão capacidade para transportar, em média, 10 passageiros por viagem. A estimativa é que o sistema movimente cerca de 4 mil pessoas por hora, considerando os dois sentidos de operação.
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Viagem poderá ser reduzida para 18 minutos
Um dos principais objetivos do projeto é reduzir o tempo de deslocamento dos moradores do Subúrbio Ferroviário.
Atualmente, quem vive nas áreas mais altas da região pode levar entre uma hora e uma hora e meia para chegar aos terminais de integração nos horários de maior movimento.
Com o teleférico em operação, a expectativa é que o percurso entre as duas extremidades da linha seja feito em cerca de 18 minutos, reduzindo significativamente o tempo gasto nos deslocamentos diários.