• Home
  • Automóvel
  • Champions consecutivas: PSG mira feito que transforma times em mitos do futebol mundial

Champions consecutivas: PSG mira feito que transforma times em mitos do futebol mundial

Apenas oito clubes conseguiram defender o título europeu ao longo da história; conquista pode mudar patamar esportivo, financeiro e simbólico de equipes e jogadores

A final da UEFA Champions League deste sábado (28/5) pode colocar o Paris Saint-Germain em um território onde quase ninguém conseguiu chegar. Atual campeão europeu após conquistar a primeira “Orelhuda” da história do clube na última temporada, a equipe francesa tenta repetir o feito diante do Arsenal e entrar no grupo mais restrito do futebol mundial: o dos clubes que venceram a principal competição da Europa de forma consecutiva.

Parece apenas um detalhe estatístico. Mas não é. Ganhar a Champions uma vez costuma eternizar gerações. Vencê-la duas vezes seguidas transforma equipes em dinastias históricas.

Veja as fotos

Foto: PSG

Foto: PSG

Foto: PSG

PSG empata no fim, vira o Tottenham nos pênaltis e é  campeão da Supercopa da UEFA/Reprodução/Instagram

PSG empata no fim, vira o Tottenham nos pênaltis e é campeão da Supercopa da UEFAPSG empata no fim, vira o Tottenham nos pênaltis e é campeão da Supercopa da UEFA/Reprodução/Instagram


Desde a criação da antiga Copa dos Campeões Europeus, poucos clubes conseguiram sustentar domínio suficiente para repetir o título em um torneio que tradicionalmente pune qualquer queda de intensidade. Ao longo de décadas, somente Real Madrid, Benfica, Inter de Milão, Ajax, Bayern de Munique, Liverpool, Nottingham Forest e Milan conseguiram repetir a conquista europeia.

O Real Madrid segue como símbolo máximo desse domínio. Primeiro e único ao conquistar cinco títulos consecutivos entre 1956 e 1960, com o lendário elenco liderado por Alfredo Di Stéfano e Ferenc Puskás. Décadas depois, voltou a desafiar a lógica moderna ao vencer novamente três Champions seguidas entre 2016 e 2018, já na era contemporânea do torneio, com o elenco histórico protagonizado por Cristiano Ronaldo.

Inclusive, desde a reformulação da competição em 1992, apenas os espanhóis conseguiram defender o título. Nem mesmo potências recentes como Barcelona, Manchester City ou Bayern conseguiram repetir o feito na fase mais globalizada e financeiramente equilibrada do futebol europeu.

Quando um campeão vira uma dinastia

Existe uma diferença importante entre conquistar a Europa e dominá-la. Clubes que conseguem vencer a Champions consecutivamente deixam de ser apenas vencedores de uma temporada específica. Eles passam a representar uma era.

Foi assim com o Ajax de Johan Cruyff no início dos anos 1970, que revolucionou conceitos táticos com o “futebol total”. O mesmo aconteceu com o Bayern de Franz Beckenbauer e Gerd Müller, com o Milan de Arrigo Sacchi e, mais recentemente, com o Real Madrid de Cristiano Ronaldo, Karim Benzema e Zinedine Zidane. Esses times moldaram o futebol do seu tempo. O impacto disso ultrapassa o campo.

O tamanho econômico da Champions

O domínio europeu também altera completamente a dimensão financeira de um clube. Segundo estudo da Sports Value, a UEFA Champions League movimenta diretamente mais de € 2,1 bilhões por temporada em direitos de transmissão e patrocínios (cerca de R$ 13,4 bilhões na cotação atual). Mas o impacto econômico total da competição supera € 3,6 bilhões (aproximadamente R$ 23 bilhões) ao considerar turismo, consumo, publicidade, transporte e movimentação indireta na economia europeia.

A cidade que recebe a final injeta cerca de € 50 milhões (R$ 320 milhões) em sua economia durante o evento. Já o impacto turístico anual ligado à competição ultrapassa € 237 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão).

O crescimento da Champions nas últimas décadas ajuda a explicar por que repetir o título se tornou algo tão valioso e difícil. Em 1993, o torneio movimentava cerca de € 45 milhões (aproximadamente R$ 288 milhões). Hoje, ultrapassa os € 2 bilhões anuais (mais de R$ 12,8 bilhões). O salto foi impulsionado por uma reformulação profunda da UEFA, que transformou a competição em um dos produtos esportivos mais fortes do planeta.

Centralização de contratos, fortalecimento da identidade visual, distribuição bilionária aos clubes e expansão global da marca fizeram a Champions ultrapassar até mesmo a Copa do Mundo em arrecadação anual.

Nesse cenário, dominar a competição gera um efeito gigantesco. Mais audiência significa contratos maiores. Contratos maiores significam mais investimento. Mais investimento gera elencos mais fortes. E elencos mais fortes aumentam ainda mais a capacidade de dominar o futebol europeu. É uma engrenagem que transforma clubes em império esportivo. E o PSG está muito próximo de consolidar esse processo. Assim, além de revolucionar o futebol moderno e virar referência histórica, pode se consagrar como uma marca global de muito impacto e poder econômico.

A transformação dos jogadores em lendas

O efeito também muda completamente a carreira dos atletas. Jogadores que conquistam Champions consecutivas passam a carregar um peso histórico diferente dentro do futebol mundial. A repetição em alto nível cria uma aura de equipe imbatível e de jogadores acostumados à pressão máxima.

Foi exatamente isso que aconteceu com nomes como Cristiano Ronaldo, Modrić, Sergio Ramos, Benzema, Cruyff, Beckenbauer, Eusébio e tantos outros que marcaram eras dominantes.

Além do aspecto simbólico, existe impacto direto em premiações individuais, valor de mercado, salários e contratos publicitários. O sucesso coletivo impulsiona o reconhecimento pessoal. Não por acaso, equipes que dominam a Champions costumam monopolizar disputas da Ballon d’Or e do FIFA The Best.

O PSG tenta deixar de perseguir tradição para começar a criá-la

Durante anos, o Paris Saint-Germain foi tratado como um clube bilionário tentando comprar relevância esportiva na Europa. Vieram estrelas, investimentos astronômicos e eliminações traumáticas.

A conquista da temporada passada mudou o discurso. Mas um bicampeonato consecutivo mudaria o status do clube dentro da história do futebol europeu. Vencer uma Champions pode representar o auge de uma geração. Já vencer duas seguidas transforma um time em referência eterna. E é exatamente isso que o PSG tenta fazer neste sábado.

VEJA MAIS

Conmebol sorteia oitavas da Sul-Americana; confira o caminho dos brasileiros

Clubes brasileiros conhecem possíveis adversários no mata-mata do torneio continental, que terá final disputada em…

Boge 2026 cresce e reforça protagonismo do Nordeste no setor

O Centro de Convenções de Salvador se tornou um grande centro de discussões sobre o…

Neymar vai a campo e assiste a treino da Seleção. Veja!

Mais cedo, o craque havia participado de uma atividade física dentro da academia junto ao…