Um incêndio atingiu, na noite de quinta-feira (15), um imóvel na Rua Guilherme Aguiar, no bairro Guarani, em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. A residência é apontada como ligada a um dos homens presos sob suspeita de envolvimento no sequestro do bebê Noah, de 11 meses.
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para combater as chamas. Até o momento, não há identificação pública dos responsáveis pelo fogo nem confirmação oficial sobre a motivação do episódio.
Populares dizem que a resdiência pertence a Gildemar Alves dos Santos, conhecido como Gil, de 42 anos. Em reportagens locais, Gildemar é apontado como uma pessoa que já teria atuado como pastor evangélico e que atualmente se apresenta como sacerdote de uma religião de matriz africana.
A referência à atuação religiosa, contudo, não constitui evidência de motivação para o sequestro. Até o momento, as autoridades não confirmaram o motivo do crime nem estabeleceram qualquer relação entre a ocorrência e práticas religiosas.
O caso ocorre dois dias após o desaparecimento de Noah, levado enquanto brincava com os irmãos em uma praça de Ponto de Astério, localidade de Firmino Alves, no sul do estado. A criança foi localizada em uma cabana de praia em Ilhéus, na quarta-feira (14), após uma mobilização de moradores e forças de segurança.
Gildermar foi preso em Ibicuí, também na quarta-feira, durante as diligências. Ele estava acompanhado de Maianderson da Silva, de 19. Segundo as informações divulgadas sobre a ocorrência, os agentes apreenderam um veículo e uma arma durante a abordagem. Os suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Itapetinga e permanecem à disposição da Justiça.
Relatos sobre as condições em que Noah indicam que o bebê estava sedado e com o cabelo escurecido. As circunstâncias do sequestro e o que teria motivado o crime seguem sob investigação.