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Cármen Lúcia pede desculpas ao povo brasileiro durante sessão sobre caso Moraes

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), interrompeu a discussão da sessão plenária desta terça-feira, 15, para manifestar preocupação com o momento vivido pela Corte. Durante o julgamento, ela afirmou estar em “profunda consternação e tristeza” e pediu desculpas ao povo brasileiro pela forma como os últimos acontecimentos repercutiram.

“Eu não tenho o hábito de antecipar voto quando há um pedido de vista, e por isso eu peço licença ao ministro Flávio Dino. Mas é uma questão de ordem nem é o voto que eu tinha sobre a questão, mas eu me encontro, como talvez muitos de meus colegas, em estado de profunda consternação e tristeza. Hoje um dos colegas me dizia se eu estava contrariada com alguma coisa, não, eu disse eu estou triste não apenas pelo tema que nos traz aqui que você teria sido o aquele ato decidido, mas porque este Supremo Tribunal Federal guarda da Constituição por determinação nela expressa provocou um mal estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros nesses últimos dias”, disse a ministra.

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Cármen Lúcia também afirmou que gostaria de ter contribuído para reduzir a tensão envolvendo o Supremo. Segundo ela, as tentativas de solucionar os problemas não tiveram o resultado esperado e a situação acabou se agravando.

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“Eu peço desculpa ao povo brasileiro por talvez ter esperado de mim uma postura diferente. Mas acho que todos nós aqui queríamos a mesma coisa, que era tentar resolver, e as questões não foram resolvidas e foram crescendo demais. Portanto, estou pedindo desculpas ao presidente do Supremo, a todos os colegas, mas ao povo brasileiro, porque realmente queria ter sido melhor e poder ter ajudado a acalmar as coisas e não consegui”, afirmou.

A manifestação ocorreu durante o julgamento convocado para discutir um relatório da Polícia Federal que aponta uma relação entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

A crise que envolve a Corte começou no início de setembro de 2026, após o levantamento do sigilo de relatórios da PF produzidos nas apurações sobre fraudes financeiras no Banco Master.

Entre os documentos tornados públicos, um relatório da Polícia Federal apontou a existência de 52 mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes. As conversas ocorreram entre dezembro de 2023 e novembro de 2025, período que inclui a primeira prisão do empresário, ocorrida em novembro de 2025.



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