Cacá, Luan Cândido e o presidente Fábio Mota e o próprio Esporte Clube Vitória foram denunciados no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A denúncias vieram após as polêmicas de arbitragem da partida entre Vitória e Palmeiras, disputada no Barradão, na última quarta-feira (29), pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. Além disso, o meia palmeirense Maurício também foi denunciado pela cotovelada em Cacá, mesmo não sendo expulso durante o jogo.
Na próxima terça-feira (4), o STJD realizará audiência para o julgamento. Confira os artigos dos quais as parte envolvidas vão responder:
- Cacá: artigo 245 (praticar jogada violenta; prevê pena de suspensão de 1 a 6 partidas);
- Luan Cândido: artigo 243-F (ofensas à honra por fatos diretamente relacionados ao esporte; prevê multa de R$ 100 a R$ 100 mil e suspensão de 4 a 6 jogos);
- Fábio Mota: artigo 258 (conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva; prevê suspensão de 15 a 180 dias);
- Esporte Clube Vitória: artigo 191 (deixar de cumprir, ou dificultar o cumprimento de regulamento; prevê multa R$ 100,00 a R$ 100.000,00).
- Maurício [do Palmeiras]: artigo é o 254 (casos de “conduta violenta”. Prevê pena de 1 a 6 jogos de suspensão).
Motivos das denúncias
Toda a polêmica Aos 25 minutos do 1º tempo, quando Maurício acertou uma cotovelada no queixo de Cacá. Contudo, o árbitro central Alex Gomes Stefano deu apenas cartão amarelo e não houve recomendação de revisão mesmo com o zagueiro rubro-negro sangrando. O zagueiro do Vitória precisou tomar cinco pontos no queixo.
Cacá voltou ao centro das polêmicas minutos depois, quando deu um carrinho no colombiano Jhon Arias. Alex Gomes Stefano nem marcou falta e mandou o jogo seguir, no entanto o VAR, comandado por Marco Aurelio Augusto Fazekas Ferreira, recomendou a revisão. Após checagem, o juiz expulsou Cacá com vermelho direto. Assim, Luan Cândido fez gesto de roubo e também acabou expulso por recomendação do árbitro de vídeo. O Leão da Barra ficou com dois jogadores a menos ainda na etapa inicial e viu o Palmeiras utilizar a superioridade para fazer todos os quatro gols depois das polêmicas de arbitragem.
Já o presidente do Vitória, Fábio Mota, está sendo enquadrado pela postura após o jogo. Em protesto contra a atuação da arbitragem, o gestor cancelou a entrevista coletiva do técnico Jair Ventura e dos jogadores na zona mista. Além disso, ele fez um pronunciamento detonando os árbitros e prometeu uma representação forma à Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
O STJD utilizou o artigo 258, que cita “conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva” e prevê suspensão de 15 a 180 dias. Vale destacar que em maio deste ano, Fábio Mota foi punido pelo mesmo artigo e pegou 15 dias de gancho após criticar a arbitragem do jogo contra o Athletico-PR.