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Bruno Reis descarta reajuste da tarifa e faz apelo a Jerônimo sobre ICMS do diesel

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, afirmou nesta segunda-feira (25) que a tarifa de ônibus da capital baiana não deve sofrer novo reajuste em 2026. A declaração foi feita durante evento de entrega de uma obra no bairro Colinas de Periperi, no Subúrbio Ferroviário.

“Não. O reajuste deste ano já ocorreu, em 1º de janeiro. O que vai haver é a necessidade do pagamento do subsídio, porque vocês sabem que, de cada passageiro transportado, a Prefeitura está pagando, em média, R$ 0,50. A gente ainda dependia desse reajuste para ver o que isso vai impactar no valor do subsídio a ser pago. Vamos fazer esse cálculo esta semana e aí vamos ter que mandar para a Câmara o pedido de autorização para pagar o subsídio de 2026”, disse.

O gestor também avaliou que o sistema enfrenta forte pressão financeira e citou o diesel como um dos principais fatores de aumento de custos.

“A situação é crítica, é gravíssima. Quando a gente acha que chegou no fundo do poço, vêm outros problemas. Hoje temos um problema real, que é o aumento na bomba de pelo menos R$ 0,50 no óleo diesel. Isso impacta de forma decisiva na necessidade de a Prefeitura, por conta do desequilíbrio, fazer algum tipo de apoio. E aí vêm as dificuldades contratuais para isso”, afirmou.

Bruno Reis ainda defendeu mudanças na política tributária estadual e pediu redução de impostos sobre o combustível usado no transporte público.

“Fazemos um apelo às autoridades, em especial ao governador, para que possa, como outros estados fizeram, reduzir o ICMS do óleo diesel. Praticamente, a Bahia é o único estado do Brasil que não concede sequer 1% de isenção do imposto sobre o diesel do transporte público. Hoje, essa é uma situação grave”, declarou.

Por fim, o prefeito mencionou possíveis impactos de mudanças trabalhistas em discussão no Congresso, que podem gerar novos custos ao sistema.

“Ainda está por vir a redução da jornada de trabalho na escala 5×2, que também vai gerar um desequilíbrio, custo alto e vai exigir outros ajustes por parte da Prefeitura junto às empresas prestadoras de serviço. Mas hoje já é necessário pagar o subsídio anual”, concluiu.

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