A Polícia Civil afirmou que o assassinato da advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, foi motivado por uma vingança relacionada a um suposto golpe milionário aplicado por um sobrinho da vítima. A informação foi divulgada nesta terça-feira durante os desdobramentos da Operação Vendetta.
Prima da apresentadora e cantora Mara Maravilha, Cláudia foi morta a tiros dentro da própria casa, em Itororó, no dia 25 de julho.
Segundo as investigações, o sobrinho da advogada atuava em um esquema de compra, locação e revenda de veículos nas regiões de Itabuna e Ilhéus. A Polícia Civil estima que o prejuízo causado às vítimas chegue a R$ 6 milhões.
De acordo com o diretor regional da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Sudoeste), delegado Roberto Júnior, uma das vítimas do suposto golpe teria ordenado a morte do homem. Como ele não foi encontrado, os criminosos decidiram assassinar a advogada como forma de vingança.
“A motivação foi uma vingança. Como o sobrinho não foi localizado, resolveram fazer essa empreitada criminosa e ceifar a vida da advogada Cláudia Félix“, afirmou o delegado.
As investigações apontam o envolvimento de seis pessoas no crime. Até o momento, dois executores foram presos — um policial militar e um monitor de ressocialização — enquanto outros dois suspeitos seguem foragidos. O suposto mandante e um intermediário também são procurados.
Ainda segundo a Polícia Civil, o mandante teria pago R$ 25 mil para a execução do crime.