
A produtora responsável por Dark Horse, filme que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PT), passou a ser alvo de um processo administrativo aberto pela Agência Nacional do Cinema (Ancine).
A investigação da agência envolve o descumprimento de uma regra para produções estrangeiras realizadas no Brasil. De acordo com a Ancine, a empresa Go Up Entertainment não comunicou previamente ao órgão a realização das filmagens no país, procedimento exigido pela legislação do setor audiovisual.
A produtora, que informa ter sede nos Estados Unidos, deverá apresentar sua defesa após duas tentativas de contato feitas pela Ancine sem resposta. Caso a irregularidade seja confirmada, a empresa poderá receber uma multa entre R$ 2 mil e R$ 100 mil.
O órgão regulador afirma que a comunicação obrigatória deveria conter documentos como contratos entre a produtora estrangeira e empresas brasileiras envolvidas na produção, além de um planejamento das atividades realizadas em território nacional.
Dark Horse é dirigido pelo cineasta norte-americano Cyrus Nowrasteh e tem roteiro assinado por ele, Mark Nowrasteh e pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP). O longa é falado em inglês.
Além do processo na Ancine, a produção já havia gerado repercussão política após uma reportagem do Intercept Brasil revelar conversas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo a publicação, teria sido negociado um aporte de cerca de R$ 134 milhões para financiar o filme.