Após contaminação em produto de limpeza Ypê, água da marca Crystal entrou no radar da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
A mesma bactéria que causou dor de cabeça para a fabricante de detergentes Ypê recentemente voltou a acender o alerta das autoridades sanitárias brasileiras. Nesta quarta-feira (3/6), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ordenou o recolhimento imediato de um lote específico da água mineral natural sem gás da marca Crystal, na versão de 500 ml.
A medida emergencial foi tomada após análises laboratoriais confirmarem a contaminação da bebida pela Pseudomonas Aeruginosa. Semanas atrás, ela foi encontrada em mais de 100 lotes de produtos de limpeza da Ypê, gerando recolhimentos voluntários e comunicados de alerta voltados a pessoas com baixa imunidade.
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Anvisa ordenou recolhimento de água mineral contaminadaCrédito: Divulgação

Anvisa ordenou recolhimento de água mineral contaminadaCrédito: Reprodução Pexels

Anvisa ordenou recolhimento de água mineral contaminadaCrédito: Reprodução Pexels
Agora, o retorno da bactéria em um item de ingestão direta reforça a necessidade de vigilância do consumidor. Mesmo sendo amplamente encontrada na natureza, como no solo e na água, e raramente afete indivíduos saudáveis, a bactéria atua de forma oportunista.
O grande risco recai sobre os chamados imunossuprimidos, como pacientes em tratamento contra o câncer, transplantados ou pessoas portadoras de HIV sem controle adequado, nos quais a infecção pode evoluir para quadros graves e até fatais.
Raio-x do lote contaminado
A detecção na água ocorreu após uma coleta de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF), com confirmação do Laboratório Central de Saúde Pública local (Lacen-DF) que motivou a interdição imposta pela Anvisa. Para saber se você tem o produto, confira as marcações gravadas no corpo da garrafa:
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Produto: Água mineral natural sem gás Crystal de 500 ml.
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Código do lote: P 200126.
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Data de validade: 20/01/2027.
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Identificação completa na embalagem: LZ1 VAL 200127 3 P 200126.
Fabricadas em Luziânia (GO) pela Mineração Bom Jesus Ltda., pertencente ao Sistema Coca-Cola, as 374,4 mil garrafas deste lote específico foram distribuídas para o Distrito Federal, Goiás, Tocantins e cidades do interior de São Paulo, como Sorocaba e Itu.
O que diz a fabricante e como pedir reembolso
A orientação para quem identificar o produto em casa é interromper o consumo imediatamente e contatar o serviço de atendimento da empresa pelo telefone 0800 061 5000 ou pelo e-mail [email protected] para solicitar a substituição ou o reembolso integral.
Em seu posicionamento oficial, a empresa responsável informou que iniciou a retirada das prateleiras assim que foi notificada e calcula que 99,2% das garrafas envolvidas já estejam fora do alcance do público. A assessoria da Coca-Cola também ressaltou que, com base na literatura científica, a ingestão da bactéria não é uma via comum de infecção, não havendo indícios de riscos graves à saúde da população geral por este meio.
A fabricante pontuou ainda que realizou testes internos de contraprova em mais de 300 amostras recentes de seu processo produtivo, todas com resultados negativos para qualquer contaminação.