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“Além de preto, é viado”: Time denuncia racismo e homofobia contra jogador durante torneio de vôlei em Salvador

O Vôlei Chastinet Clube denunciou um caso de racismo e homofobia ocorrido durante a Copa Salvador Open, realizada em 28 de fevereiro, em Salvador. De acordo com a equipe, o atleta Jeanderson Santana foi alvo de ofensas discriminatórias feitas por um jogador do time Essencis Master.

Chegou a pronunciar absurdos contra o nosso atleta, falando em alto e bom som: ‘além de preto, é viado’, chegando ainda a oferecer emprego de catador de lixo e afirmando que era esse o tipo de emprego que ele merecia”, afirmou a equipe.

No comunicado, o Vôlei Chastinet afirmou que respeita todas as profissões, incluindo os trabalhadores da limpeza urbana. No entanto, destacou que a fala teria sido usada de forma ofensiva e associada a preconceito racial.

A equipe classificou o episódio como grave e incompatível com os valores do esporte. “É inaceitável que situações como essa ainda ocorram em um ambiente que deveria ser de respeito e inclusão”, declarou o clube.

A nota também ressalta que não se pode tolerar atitudes discriminatórias no esporte.

Repudiamos veementemente qualquer forma de racismo, homofobia ou qualquer outro tipo de ofensa contra atletas, seja no vôlei ou em qualquer modalidade.”

Além disso, a diretoria informou que tomará as medidas cabíveis para apurar o caso. O objetivo, segundo o clube, é garantir a responsabilização caso confirmem as denúncias.

Procurada pela reportagem, a Federação Baiana de Vôlei informou que acompanha a situação e aguarda documentos oficiais para se posicionar publicamente. O presidente da entidade, Eduardo Souza, afirmou que a federação repudia qualquer forma de discriminação. No entanto, explicou que o posicionamento oficial depende da análise dos relatórios das equipes e da súmula da partida.

A Federação só vai se manifestar diante da nossa indignação com relação a atos de racismo, homofobia e preconceitos, que nós somos totalmente contra”, disse.

Segundo ele, as denúncias ainda passam por análise das instâncias responsáveis. O caso está sendo examinado pelo Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Baiana de Voleibol, além de eventual apuração pelas autoridades policiais.

O fato é triste, mas os acontecimentos serão devidamente apurados pelos meios legais. Se as acusações forem confirmadas, haverá punição”, afirmou o presidente da Federação.

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