O julgamento do homem acusado de comandar a emboscada que matou o rapper Tupac Shakur (1971-1996) começou nesta segunda-feira, 10, em um tribunal de Las Vegas, nos Estados Unidos.
Quase 30 anos após o crime, Duane “Keffe D” Davis, de 63 anos, é o único suspeito do assassinato que continua vivo e pode ser condenado pelo homicídio do artista.
Davis foi preso em 2023 e se declarou inocente. Segundo as autoridades americanas, ele teria comandado o ataque contra Tupac como retaliação a uma briga envolvendo o sobrinho, Orlando “Baby Lane” Anderson, que teria sido espancado pelo rapper e integrantes de sua gangue.
Tupac tinha 25 anos quando foi baleado quatro vezes em Las Vegas. O rapper morreu seis dias depois, em 13 de setembro de 1996.
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Outros episódios de violência
A morte de Tupac ocorreu em meio à rivalidade entre grupos ligados à cena do hip-hop dos Estados Unidos, marcada por conflitos entre gangues e artistas.
Antes do assassinato, o rapper já havia se envolvido em outros episódios de violência. Em 1993, foi acusado de atirar contra dois policiais durante uma briga em Atlanta. As acusações foram posteriormente retiradas.
No ano seguinte, Tupac também foi acusado de abuso sexual por uma fã durante um encontro em um hotel. O rapper se declarou inocente e afirmou que a relação havia sido consensual, segundo o The New York Times.
Enquanto aguardava o julgamento desse caso, Tupac foi a um estúdio de gravação em Nova York e levou cinco tiros ao tentar fugir de uma abordagem.
Após uma cirurgia, o rapper foi ao julgamento e acabou condenado a 18 meses de prisão.
Ele recorreu da decisão e fez um acordo com Marion “Suge” Knight, executivo da Death Row Records, para obter recursos para pagar a fiança e permanecer em liberdade.