A propaganda eleitoral gratuita para o governo da Bahia em 2026 deve ser favorável ao principal candidato da oposição deste ano, ACM Neto (União Brasil). Conforme cálculo realizado pelo portal A TARDE baseado nas bancadas de deputados federais das coligações, divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-prefeito de Salvador deve superar o tempo de TV de Jerônimo Rodrigues (PT) em 1 minuto e 20 segundos.
O atual governador e candidato à reeleição deve contar com 3 minutos e 41 segundos. Enquanto isso, ACM Neto provavelmente irá dispor de cerca de 5 minutos de propaganda eleitoral.
Com o tempo total fixado em 9 minutos para o cargo majoritário, a fatia de ACM Neto corresponde a 55,7% da propaganda, enquanto Jerônimo fica com 40,9%. O terceiro postulante, Ronaldo Mansur (PSOL-Rede), pode ter um pouco mais de 18 segundos.
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O regramento
O cálculo do tempo segue o artigo 47 da Lei 9.504/1997, que determina que 90% da duração total da propaganda sejam repartidos proporcionalmente ao tamanho das bancadas de deputados federais das legendas que compõem cada coligação. Os 10% restantes são divididos igualmente entre todos os partidos e federações que cumpriram a cláusula de desempenho nas eleições de 2022.
Coligações
A coligação de ACM Neto reúne as federações União Progressista (União Brasil e PP), PSDB-Cidadania e Renovação Solidária (PRD e Solidariedade), além de Republicanos, Podemos e PL, somando 290 dos 510 deputados federais considerados.
Já a aliança de Jerônimo, formada pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PSD, MDB, PSB, PDT e Avante, alcança 206 deputados. O PSOL-Rede dispõe de 14 cadeiras.
Na parcela igualitária (54 segundos divididos entre 13 legendas aptas), ACM Neto e Jerônimo recebem aproximadamente 25 segundos cada um, pois ambos abrigam seis partidos ou federações em suas coligações. Mansur obtém apenas os cerca de 4 segundos destinados a uma única legenda.
No tempo proporcional que a vantagem de Neto se consolida: seus partidos aliados têm direito a 276 segundos, enquanto a de Jerônimo alcança 196 segundos — uma diferença de 80 segundos originada pelo maior peso parlamentar da oposição.
Cenário pode mudar
O cenário atual, no entanto, ainda depende do registro oficial das candidaturas, marcado para 15 de agosto, data a partir da qual o TSE publicará os tempos definitivos. Os números relativos a debates eleitorais obedecem a outro critério — que soma também os senadores —, mas não interferem na propaganda em rádio e TV.