Prefeitura já agia contra empresas investigadas

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou que a administração municipal já vinha adotando medidas contra empresas investigadas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) antes da operação que afastou o secretário Luciano Sandes e teve como alvo o vereador licenciado George, conhecido como O Gordinho da Favela (PP).

Segundo o gestor, a Prefeitura aplicou multas, rescindiu contratos e preparava um processo para declarar a inidoneidade das empresas, o que impediria novas contratações com o município.

“Agradecemos ao Ministério Público pela apuração. Há muito a Prefeitura já vinha em diversas batalhas, seja administrativas, penalizando essas empresas, rescindindo contratos, aplicando multas”, afirmou Bruno Reis durante um evento no bairro de Pau da Lima, na terça-feira (14).

O prefeito disse ainda que a gestão municipal estava próxima de concluir o processo para impedir que as empresas investigadas voltassem a prestar serviços à Prefeitura.

“Estávamos na iminência de decretar a inidoneidade para que elas ficassem impossibilitadas de contratar com o município”, acrescentou.

Bruno Reis também afirmou que pretende pedir à Justiça a ampliação dos efeitos da decisão para encerrar contratos firmados com as empresas investigadas e suspender eventuais pagamentos futuros. “O Ministério Público prestou um serviço à cidade”, declarou.

Sobre a possível participação de servidores municipais nas irregularidades apuradas, o prefeito defendeu que os responsáveis sejam punidos após o cumprimento dos procedimentos legais.

“Quem tiver culpa, depois do devido contraditório e da ampla defesa, seja servidor nosso, seja servidor do Estado, depois de poder exercer o direito de defesa, caso tenha cometido alguma ilegalidade, que seja cumprido o que determina a lei”, disse.

Oposição rebate

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) afirmou que Bruno Reis teria admitido uma omissão diante das suspeitas envolvendo contratos da Secretaria Municipal de Manutenção, alvo da investigação do MP-BA.

Segundo o parlamentar, o prefeito reconheceu que já havia informações sobre possíveis irregularidades, mas não teria determinado uma apuração interna antes da atuação dos órgãos de controle.

“Bruno Reis assumiu que prevaricou em relação ao escândalo envolvendo seu secretário no desvio de recursos públicos. Se tinha suspeita, por que não abriu uma sindicância para investigar? Por que manteve os servidores envolvidos, que só foram afastados por decisão da Justiça?”, questionou.

Robinson também responsabilizou Bruno Reis pela escolha do comando da Secretaria Municipal de Manutenção, destacando que o titular da pasta foi indicado pelo próprio prefeito.

VEJA MAIS

Prefeitura de Serrinha tem 180 dias para corrigir falhas na educação

O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) considerou procedentes, em sessão realizada nesta…

Neymar aparece treinando em academia antes de retorno ao Brasil

Neymar deve se reapresentar ao Santos nesta sexta-feira (17/07), mas segue com futuro indefinido Enquanto…

Justiça manda Facebook apagar vídeos de perfil anônimo

A Justiça Eleitoral baiana mandou a plataforma Facebook Serviços Online do Brasil remover dois vídeos…