A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) ainda não definiu se entrará na disputa por uma vaga no Senado pelo Distrito Federal em 2026. A decisão, segundo aliados, será tomada apenas após uma conversa com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Pessoas próximas afirmam que Michelle considera os efeitos que uma candidatura teria durante a campanha eleitoral. Um dos pontos em análise é se ela conseguiria manter a agenda nacional do PL, viajando para participar de atos e apoiar candidatos do partido em diferentes estados.
Nos bastidores, outro fator pesa na avaliação é a rotina da ex-primeira-dama que mudou desde que Bolsonaro passou a cumprir prisão domiciliar. Aliados dizem que Michelle tem dedicado parte do tempo aos cuidados com o ex-presidente, o que dificulta uma definição sobre a candidatura neste momento.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), também limita as visitas ao ex-presidente. Atualmente, Bolsonaro pode receber apenas familiares e advogados, além de continuar proibido de utilizar celulares e redes sociais. Um pedido da defesa para ampliar o acesso dos filhos foi rejeitado pelo magistrado.
A expectativa é que Michelle anuncie se disputará ou não a vaga antes do período das convenções partidárias, previsto entre 20 de julho e 5 de agosto.