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Por que os noruegueses estão “remando” na Copa? Entenda a tradição nos estádios

Inspirada na herança viking da Noruega, a comemoração tomou conta dos estádios e ganhou até a participação de Erling Haaland e de seus companheiros de equipe

Uma das imagens mais marcantes da Copa do Mundo de 2026 não veio apenas de grandes gols, lances ou defesas. O momento que conquistou torcedores ao redor do mundo aconteceu após a primeira vitória da Noruega no Mundial, no dia 22 de junho, quando a Seleção venceu o Senegal por 3 a 2. Das arquibancadas ao gramado, jogadores e torcedores se reuniram para reproduzir a chamada “Viking Row”, traduzida como “Remada Viking”. Você conhece a história por trás desse gesto de comemoração?

A celebração consiste em uma fileira de pessoas sentadas lado a lado, simulando os movimentos de remadores em um navio viking enquanto acompanham o ritmo marcado por um tambor. O gesto faz referência às embarcações utilizadas pelos povos nórdicos durante a Era Viking, período que se estendeu aproximadamente entre os séculos VIII e XI.

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Jogadores também participaram da comemoraçãoReprodução: YouTube/@CazeTV

Reprodução: YouTube/@CazeTV

Jogadores também participaram da comemoraçãoReprodução: YouTube/@CazeTV

Reprodução: X/@nff_landslag

“Remada Viking” na Copa do Mundo de 2026 no jogo de Noruega contra SenegalReprodução: X/@nff_landslag

Reprodução: Instagram/@erling

Erling Haaland, camisa 9 da seleção norueguesaReprodução: Instagram/@erling

Reprodução: YouTube/@canaldonailton

“Remada Viking” na Copa do Mundo de 2026Reprodução: YouTube/@canaldonailton


Embora a inspiração venha da história escandinava, a comemoração é uma criação moderna. A “Remada Viking” foi desenvolvida por integrantes da Oljeberget, principal torcida organizada da Seleção da Noruega, e começou a ganhar força em 2025. Durante a Copa do Mundo, o movimento ultrapassou as arquibancadas e se transformou em um fenômeno internacional.

Nas últimas semanas, vídeos da celebração viralizaram nas redes sociais. Torcedores noruegueses promoveram grandes “remadas” em locais icônicos dos Estados Unidos, como a Times Square, estações de metrô de Nova York e diversos pontos turísticos, chamando a atenção de turistas e de fãs de outras Seleções.

O auge da tradição aconteceu após a classificação da Noruega para o mata-mata. Depois da vitória sobre o Senegal, garantida com dois gols de Erling Haaland e um de Marcus Pedersen, os próprios jogadores decidiram participar da festa. Liderados por Martin Ødegaard, atletas, membros da comissão técnica e torcedores realizaram a “Remada Viking” juntos diante de um estádio lotado.

Apesar de ser inspirada na cultura viking, especialistas e até alguns torcedores noruegueses lembram que a celebração não é uma reprodução histórica exata. Os antigos vikings utilizavam remos em diversas embarcações, mas também dependiam fortemente de velas para longas viagens marítimas. Ainda assim, a ideia da “Remada Viking” foi criada justamente para simbolizar o esforço coletivo necessário para conduzir um navio rumo ao sucesso. Neste caso, de forma metafórica, uma Seleção.

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