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Flávio Bolsonaro reage à Operação Wi-Fi e blinda filme sobre o pai

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), minimizou os possíveis impactos da Operação Wi-FI, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo, nesta segunda-feira, 1º, sobre o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro (PL).

Os agentes cumpriram mandados no Go UP Entertainment, produtora do longa que conta a história do ex-presidente da República.

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“[Não] tem nada a ver com o filme”, resumiu o parlamentar em rápida declaração a jornalistas ao chegar a um evento no Rio de Janeiro.

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No entanto, o delegado à frente da investigação citou, segundo à Folha, “consistentes suspeitas” de desvio de recursos públicos da Prefeitura de São Paulo para a produção do filme no pedido que fez para ter acesso a dados financeiros da empresa.

Prefeitura pagou 230% a mais a instituto do filme de Bolsonaro

As investigações da Operação Wi-Fi, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo, apontaram que a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) pagou à entidade um valor 230% superior aos parâmetros de mercado para a instalação de pontos de internet sem fio em comunidades periféricas da capital paulista.

Os trabalhos apuram indícios de superfaturamento e desvio de recursos públicos em um termo de colaboração firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB).

O ICB, representado por Karina Ferreira da Gama, é a mesma organização responsável pela produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os relatórios técnicos indicam graves inconformidades na formação dos preços desde a origem do certame.

De acordo com os investigadores, enquanto a Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo (Prodam) estabelecia o custo de R$ 306 por ponto instalado, acrescido de uma taxa de manutenção mensal de R$ 200, a parceria com o instituto fixou a cobrança em R$ 1.800 lineares por unidade.



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