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Lula estuda Jorge Messias para a Justiça após derrota no Senado

O Palácio do Planalto articula uma saída política para o advogado-geral da União, Jorge Messias, após a recente rejeição do nome pelo Senado Federal para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia nomeá-lo para o comando do Ministério da Justiça, hoje ocupado por Wellington César.

A movimentação é vista internamente como um “prêmio de consolação” e uma estratégia de sobrevivência política para Messias. A avaliação de aliados e assessores petistas divide-se em três pilares principais:

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A transferência para o Ministério da Justiça elevaria o status de Messias no primeiro escalão, mitigando o desgaste da derrota e mantendo-o em evidência para futuras indicações.

À frente da pasta, ele teria maior interlocução com o STF, visando arrefecer resistências ao seu nome dentro da própria Corte.

A nomeação serviria como um gesto de deferência de Lula, sinalizando que a derrota no Senado não retirou o prestígio do aliado.

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Bastidores da crise

No Planalto, impera um sentimento de consternação. Assessores afirmam que Messias “pagou o preço” por uma derrota política mais ampla do governo. O clima é de tamanha tensão que o chefe da AGU chegou a ventilar a interlocutores a possibilidade de pedir demissão, alegando falta de ambiente político para permanecer no cargo atual.

Acusações de traição

A derrota surpreendente deflagrou uma “caça às bruxas” na base governista. Messias e seus aliados atribuem a articulação do resultado negativo ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mas as suspeitas de traição recaem também sobre o MDB, já que setores do partido são apontados como responsáveis por votos contrários.

Já a postura do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), gerou forte mal-estar. Repercutiu negativamente a imagem dele abraçando Alcolumbre logo após a confirmação da derrota.

Momentos antes do anúncio oficial, o próprio Alcolumbre teria antecipado a Jaques Wagner que a derrota do governo ocorreria por uma margem de exatamente oito votos, evidenciando o controle do presidente do Senado sobre o painel.

Impacto

Caso a troca se concretize, a gestão de Wellington César chegaria ao fim de forma precoce. O atual ministro assumiu em janeiro e ainda estava em fase de nomeação de sua equipe técnica, que agora fica em compasso de espera diante da reforma ministerial iminente.



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