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Acordo na Libra favorece Flamengo e amplia risco de saída do Palmeiras do bloco. Entenda!

A movimentação ocorre após a definição de que o Flamengo receberá R$ 150 milhões adicionais ao longo do contrato com a Globo, em parcelas anuais de R$ 37,5 milhões. O valor será incorporado ao modelo de divisão 40-30-30, sendo abatido da fatia destinada à audiência. O acordo foi noticiado pelo jornalista Rodrigo Capelo, do Estadão.

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A Liga do Futebol Brasileiro (Libra) se pronunciou sobre as falas racistas de Alejandro Domínguez. Flamengo é o único a não assinar a nota.Reprodução

Foto: Staff Images/CBF

Bap discursou no palco do evento sobre a temporada multicampeã do FlamengoFoto: Staff Images/CBF

Foto: Fabio Menotti/Palmeiras

Leila PereiraFoto: Fabio Menotti/Palmeiras


Segundo o Uol, internamente, a diretoria do Palmeiras avalia os impactos do novo arranjo. O departamento jurídico do clube estuda a viabilidade de deixar a Libra e as consequências dessa decisão em relação ao contrato vigente de direitos de TV, válido até 2029. Caso não haja impedimentos contratuais, a tendência é de saída da entidade.

A insatisfação está ligada à revisão dos critérios de distribuição e ao pagamento adicional ao Flamengo. A presidente Leila Pereira demonstrou desconforto com o novo cenário, embora não deva se opor à assinatura final do acordo, considerando a necessidade de fluxo de caixa de outras equipes e a liberação de valores atualmente bloqueados.

Esses recursos, que estavam retidos durante o período de disputa judicial, devem ser liberados após a formalização do entendimento. Parte das cotas de TV segue vinculada a contas mantidas pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e pelo Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem, cenário que tende a ser resolvido com o encerramento do litígio.

A origem do impasse remonta à mudança de comando no Flamengo, com a saída de Rodolfo Landim e a chegada de Luiz Eduardo Baptista. A nova gestão questionou lacunas no estatuto da liga, especialmente a ausência de definição do peso das plataformas no contrato e a metodologia de cálculo da audiência.

Com o acordo, esse ponto também foi ajustado. A divisão passa a considerar 60% para TV aberta, 5% para TV fechada e 35% para pay-per-view dentro do contrato com a Globo.

Mesmo com a solução para o conflito, o desdobramento interno aponta para um novo cenário político entre os clubes. O Palmeiras não pretende migrar para o bloco Futebol Forte União, mas passou a enxergar como alternativa a condução do processo de liga nacional pela Confederação Brasileira de Futebol.

A entidade já iniciou discussões com clubes das Séries A e B e estabeleceu um cronograma para construção de uma liga. A previsão é de envio de propostas nos próximos meses, com ajustes após a Copa do Mundo e formalização do estatuto até o fim do ano.

Nos bastidores, a avaliação dentro do Palmeiras é de que o projeto de uma liga unificada, com maior equilíbrio na divisão de receitas, não avançou como esperado dentro da Libra, o que reforça o movimento de reavaliação do clube em relação ao bloco.

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