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Exército concluiu que “ET de Varginha” era morador local

STM diz que incidente foi fruto de sucessão de boatos, falhas de interpretação e coincidências climáticas –

Três décadas após o episódio que colocou o Sul de Minas no mapa da ufologia mundial, documentos oficiais das Forças Armadas trazem uma explicação terrestre e detalhada para o “Caso ET de Varginha”.

De acordo com o Superior Tribunal Militar (STM), o incidente foi fruto de uma sucessão de boatos, falhas de interpretação e coincidências climáticas.

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O Inquérito Policial Militar (IPM), instaurado em março de 1997 pela Escola de Sargentos das Armas (ESA), concluiu que a “criatura” avistada por três jovens em um terreno baldio era um homem com transtornos mentais, conhecido na região por perambular pelas ruas e permanecer frequentemente agachado.

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No dia do relato, a baixa visibilidade causada por uma forte chuva de granizo teria contribuído para a confusão visual das testemunhas.

Investigação detalhada

O processo, que soma cerca de 600 páginas divididas em dois volumes, refuta ponto a ponto as teorias de uma operação secreta. A investigação incluiu:

O Exército auditou itinerários, horários e registros de saída de viaturas, comprovando que não houve deslocamentos compatíveis com o suposto resgate de um ser extraterrestre.

Todos os militares citados em obras ufológicas foram interrogados e negaram qualquer participação no evento. O STM também ouviu os ufólogos responsáveis pelo livro que popularizou o caso nacionalmente.

Uma fotografia do morador local foi anexada aos autos para demonstrar a semelhança com a descrição feita pelas jovens na época.

Transparência

A conclusão do IPM é de que não há qualquer indício de atividade extraterrestre ou ocultação de provas por parte das autoridades brasileiras.

Para encerrar as especulações, o STM informou que os autos do processo estão disponíveis para consulta pública em seu portal oficial.

Com acesso integral aos documentos, qualquer cidadão pode verificar as provas que transformaram o “mistério espacial” em um caso de saúde pública e interpretação equivocada.



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