Durante a sabatina realizada nesta terça-feira (15), no programa Ligação Direta, da Salvador FM, o senador e candidato à reeleição Jaques Wagner (PT) foi questionado sobre os problemas enfrentados pela saúde pública na Bahia, especialmente em relação à fila de regulação.
Ao responder, Wagner defendeu o sistema estadual de regulação e afirmou que a fila deve ser encarada como um mecanismo de acesso a tratamentos e cirurgias. O senador reconheceu, porém, que existem gargalos em determinadas especialidades, principalmente nos procedimentos considerados mais complexos.
“Eu chamo essa fila de fila da vida. Todo mundo que consegue chegar consegue efetivamente recuperar o seu tratamento. Temos um funil em especialidades que são muito próprias, muito sofisticadas. Então, nesses casos, realmente, a gente tem problema”, afirmou.
Wagner defende ampliação da rede de saúde
Segundo o senador, uma das estratégias para reduzir os gargalos é ampliar e descentralizar a estrutura hospitalar. Wagner citou a construção de unidades em Paulo Afonso, Jacobina e Teixeira de Freitas, além do Hospital Estadual do Litoral Norte, inaugurado em Alagoinhas em julho deste ano. A rede estadual de saúde atualmente reúne dezenas de unidades espalhadas pela Bahia.
Wagner também afirmou que a expansão da rede no interior contribuiu para ampliar a oferta de serviços especializados fora de Salvador. Em declarações recentes, o senador tem destacado a interiorização de atendimentos como oncologia, neurocirurgia e outros procedimentos de maior complexidade.
Críticas à estrutura de Salvador
Durante a entrevista, o senador também direcionou críticas à gestão municipal de Salvador. Wagner afirmou que a capital possui uma estrutura hospitalar insuficiente e questionou a quantidade de unidades mantidas pela prefeitura para atender a população.
Ele comparou a estrutura de Salvador com a de outras capitais brasileiras e afirmou que a falta de unidades municipais acaba aumentando a pressão sobre a rede estadual. A rede estadual, por sua vez, é responsável por serviços de média e alta complexidade dentro do SUS.
Ao final, Wagner defendeu a continuidade dos investimentos na interiorização da saúde e afirmou que a solução para os gargalos passa pela ampliação da estrutura e pela criação de novas unidades capazes de atender pacientes em diferentes regiões da Bahia.