O senador Jaques Wagner (PT) classificou nesta quarta-feira (6) como “absurdo” e um grave desrespeito à Constituição a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Wagner afirmou que a indicação ao Supremo é uma prerrogativa do presidente da República, prevista na Constituição, e que deveria ser respeitada no processo de escolha.
“O papel do Senado não é dizer se gosta ou não do indicado. A sabatina existe para verificar a reputação ilibada e o notório saber jurídico, requisitos que Messias demonstrou ter de sobra”, afirmou.
Segundo o senador, o episódio acabou sendo contaminado por disputas políticas e antecipação de debates eleitorais, o que, na avaliação dele, prejudicou a indicação e expôs desnecessariamente o indicado.
“Os senadores e senadoras não ganharam nada com o que aconteceu. A prática apenas gerou constrangimento ao indicado, estabelecendo um conflito entre os Poderes. Quando o ex-presidente indicou seus ministros, fiz minha parte para aprovar os nomes, pois entendo que a prerrogativa é de quem governa”, disse Wagner.
O líder do governo também negou qualquer irregularidade em suas articulações com parlamentares da oposição e afirmou que o diálogo faz parte da construção de consensos no Congresso.
“Para aprovar a matéria do presidente Lula, preciso conversar com muita gente. Depois do revés, em vez de buscar a solução, alguns preferem buscar culpados”, desabafou.
Wagner concluiu afirmando que mantém confiança no presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que, apesar do episódio, o governo segue funcionando dentro da normalidade institucional.