• Home
  • Política
  • Valor de emendas e funcionamento da impositividade são discussões para 2025, diz Dino

Valor de emendas e funcionamento da impositividade são discussões para 2025, diz Dino

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, disse nesta quarta-feira (30) que os debates sobre montante de emendas parlamentares e como funcionará a impositividade ficarão para 2025.

Segundo ele, não é de interesse do Supremo que as emendas sigam suspensas e elas serão retomadas assim que as exigências de transparência e rastreabilidade forem cumpridas.

“O Supremo travou a execução das emendas parlamentares por 11×0 em razão do descumprimento da decisão do STF de 2022. No momento em que ela for cumprida, nós teremos a retomada da execução das emendas”, disse.

“E os demais aspectos serão debatidos no próximo ano, por exemplo, ‘como se dá a impositividade?”. Esse é um debate de 2025. ‘O montante atual é compatível com a separação de poderes?’. Esse é outro debate, mas não é o de agora”, completou.

As declarações ocorreram durante participação no 27º Congresso Internacional de Direito Constitucional, realizado pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), em Brasília.

No evento, Dino também defendeu que as decisões sobre emendas são consenso entre os ministros do STF e não apenas suas.

“As decisões não são minhas nem da ministra Rosa. São do plenário do STF. É importante dizer isso, uma vez que há uma ideia de que são ideias monocráticas”, afirmou.

A declaração do ministro se dá no contexto em que o Congresso Nacional discute limitar decisões monocráticas do STF.

Emendas x reeleições

Questionado sobre o dado de que emendas parlamentares podem favorecer reeleições nas prefeituras, o ministro afirmou que circunstâncias irregulares que forem denunciadas e provadas terão as consequências cabíveis no âmbito da Justiça Eleitoral.

Conforme mostrou a CNN, os prefeitos reeleitos nas eleições municipais de outubro receberam, em suas cidades, 33% a mais em recursos provenientes de emendas parlamentares do que aqueles derrotados na busca por um novo mandato.

Segundo Dino, a discussão sobre emendas parlamentares, além de política, tem incidência em questões constitucionais, dentre elas o princípio que impõe condições de alternância de poder.

“Se há exacerbação de competência de alguns e isso eventualmente influenciar na competitividade eleitoral prática, nós temos uma questão sobretudo político mas há também uma questão constitucional”, defendeu.

Separação de poderes

Também presente no evento, o senador Randolfe Rodrigues (PT) afirmou que a discussão sobre as emendas esbarra no princípio da separação dos poderes.

Segundo ele, a participação do parlamento no orçamento é fundamental, mas a execução dele é de responsabilidade primeira do Executivo.

“A participação do Legislativo no orçamento é hoje de 46%. Metade das transferências diretas da União é feita hoje pelo Legislativo. Isso é uma distorção”, disse.

“O debate que é proposto pelo STF é mais do que adequado para resgatar os princípios que estão na Constituição de rastreabilidade e transparência e, em segundo lugar, para colocar o rio diretamente no seu curso”, completou.

12 congressistas são eleitos para prefeituras; saiba o que acontece

VEJA MAIS

Fruta popular pode combater o envelhecimento; saiba qual

Presente no dia a dia dos brasileiros, a maçã vai muito além de ser uma…

Filho de campeão do mundo fratura a coluna e pode perder a Copa

A Copa do Mundo pode ter uma ausência de peso, e com sobrenome histórico. O…

Com futuro indefinido, Simone Biles diz que pode não competir nas Olimpíadas de 2028

Ginasta mais medalhada da história afirma que pretende estar nos Jogos, mas ainda não definiu…