O Concurso Cultural Jovem Jornalista (CCJJ) nasceu de uma experiência construída entre escola, comunicação e território. À frente dessa trajetória está o Programa A TARDE Educação, do Grupo A TARDE, que há 30 anos leva a educomunicação aos municípios baianos por meio do uso do jornal como ferramenta pedagógica em sala de aula, aproximando estudantes da leitura, da escrita e da compreensão crítica da informação.
Do contato com comunidades escolares e municípios parceiros surgiu a ideia de um concurso voltado ao reconhecimento do talento estudantil. Para além de uma competição, o CCJJ foi pensado como um espaço de autoria e protagonismo.
O diretor de Relações Institucionais do Grupo A TARDE, Luciano Neves, explica que o Jovem Jornalista é resultado dessa construção coletiva, baseada na parceria entre instituições comprometidas com a educação. Ele destaca que os parceiros acreditam no poder transformador da educação e compreendem a importância de investir em iniciativas capazes de chegar às escolas, mobilizar professores e criar oportunidades para os estudantes.
São essas relações, explica, construídas com confiança, diálogo e propósito, que permitem ao programa ampliar o seu alcance e desenvolver projetos cada vez mais relevantes, demonstrando, na prática, o que se pode realizar com instituições comprometidas em torno da educação e do futuro dos jovens.
A relação entre educação, comunicação e tecnologia mudou e o A TARDE Educação acompanhou o movimento. Para Andréa Silveira, gerente executiva do A TARDE Educação, o CCJJ traduz uma concepção de aprendizagem que coloca os participantes no centro do processo.
“O A TARDE Educação acompanhou as transformações da educação e da comunicação ao longo dessas três décadas, incorporando a educomunicação e diferentes linguagens como instrumentos de aprendizagem. Mas uma essência permanece: o estudante precisa ter espaço para criar, pensar, se expressar e assumir o protagonismo da própria aprendizagem. O CCJJ materializa aquilo em que acreditamos: a comunicação como ferramenta pedagógica e de formação, capaz de estimular o olhar crítico, a criatividade e a capacidade dos estudantes de transformar suas experiências em conhecimento e narrativas”, ressaltou.
Por isso, cada edição começa na escolha de um tema capaz de provocar identificação e reflexão. Ao longo dos anos, o Jovem Jornalista abordou assuntos como comportamento, redes sociais, inteligência artificial, leitura e sustentabilidade, com propostas como “Jovem Jornalista: um furo de notícia”, “Leitura saudável na era digital”, “Sou digital, mas minha inteligência não é artificial” e “SOS: se a terra gritasse, o que ela diria?”. Em 2026, o convite partiu de uma pergunta sobre origem, pertencimento e território: “De onde venho, escrevo: histórias e leituras do meu lugar no mundo”.
“A escolha do tema para o CCJJ 2026 foi uma forma de convidar os estudantes a olhar para suas histórias e reconhecer o valor dos territórios onde vivem. Suas experiências, memórias e relações com a comunidade também são fontes de conhecimento. Ao escrever sobre o lugar de onde vêm, os estudantes assumem o protagonismo de suas histórias e revelam diferentes olhares sobre a realidade que os cerca”, explicou Márcia Firmino, coordenadora pedagógica do Programa A TARDE Educação.
O passo seguinte é fazer a proposta chegar a quem está na ponta: gestores, coordenadores pedagógicos e professores orientadores. É neste lugar que a iniciativa se transforma em perguntas, pesquisas, imagens, argumentos e narrativas que dão vida a cada categoria. Segundo Jéssica Gouveia, coordenadora de projetos educacionais do Programa A TARDE Educação, essa rede é parte fundamental para que o CCJJ exista.
“O Concurso Cultural Jovem Jornalista aproxima o conhecimento da realidade dos estudantes, valoriza diferentes formas de expressão e incentiva habilidades que vão além da sala de aula. A participação das instituições parceiras e dos apoiadores é essencial para tornar o projeto possível e ampliar o impacto dessa experiência na formação dos estudantes”, afirmou.

Em 2026, o concurso reuniu quatro modalidades:
- Tirinhas, no Ensino Fundamental I;
- Videorreportagem, no Ensino Fundamental II;
- Artigo de Opinião, no Ensino Médio;
- Crônica, na Educação de Jovens e Adultos (EJA).
As categorias estimularam criatividade, apuração, argumentação e observação do cotidiano. Uma comissão formada por 11 profissionais com experiência nas áreas relacionadas às categorias fez a análise técnica. As produções foram avaliadas por critérios como originalidade; narrativa e coerência; qualidade visual; adequação ao tema; clareza e qualidade técnica; e domínio da norma-padrão.
A premiação, realizada no último dia 30 de setembro de 2026, no Teatro Sesc Casa do Comércio, em Salvador, reuniu estudantes, professores orientadores, familiares, representantes das redes de ensino, parceiros, patrocinadores e apoiadores.
Os estudantes e orientadores que conquistaram o 1º lugar receberam um iPhone 17 cada. Já os estudantes classificados em 2º lugar ganharam notebooks, enquanto os professores orientadores foram contemplados com hospedagem em resort all inclusive com direito a acompanhante. Para o 3º lugar, os estudantes receberam caixas de som JBL, e os professores orientadores ganharam notebooks.

É de uma pergunta, de uma conversa, de uma lembrança ou de um olhar atento aos detalhes do lugar onde se vive que nascem as histórias do Concurso Cultural Jovem Jornalista. E elas não se encerram quando os aplausos diminuem, mas permanecem nas produções dos participantes, que registram territórios, dão visibilidade a diferentes vozes e revelam maneiras particulares de compreender o mundo.