Um homem apontado como responsável pelo fornecimento de drogas para a organização criminosa desarticulada pela Operação Iceberg foi preso nesta sexta-feira (25), no bairro de Mussurunga, em Salvador. O suspeito, de 39 anos, foi localizado por equipes da Polícia Civil da Bahia durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva. Com a captura, todos os alvos da operação foram alcançados, totalizando 12 presos.
Segundo as apurações, o homem atuava como fornecedor direto de entorpecentes para o líder do grupo. O abastecimento era realizado a partir de São Paulo, com envio de drogas para a Bahia por meio de remessas postais, camufladas sob códigos e nomes de doces, como “500 Bala Gringa” e “jujubas”. A identificação foi possível a partir do cruzamento de dados e de informações obtidas com a quebra dos sigilos bancário e fiscal.
Durante a abordagem, ele conduzia um Chevrolet Tracker branco, também alvo de medidas judiciais patrimoniais, que foi apreendido. No interior do veículo, foram encontrados aparelhos celulares e pequenas porções de drogas, que serão submetidos à perícia.
Operação Iceberg
Deflagrada na quinta-feira (24), a operação desarticulou uma rede de tráfico de drogas voltada para consumidores de alto poder aquisitivo. Na ocasião, foram presas 11 pessoas, sendo nove por mandados de prisão preventiva e duas em flagrante. As ações ocorreram em Salvador, Jaguaripe, Santo Antônio de Jesus, Vitória da Conquista e Ilhéus, além do cumprimento de um mandado contra um alvo que já estava preso em Aracaju, em Sergipe.
A apuração identificou uma estrutura que utilizava redes sociais para comercializar entorpecentes, com pagamentos principalmente por PIX e entregas discretas. O principal alvo, localizado no Alto do Itaigara, em Salvador, é apontado como responsável por receber drogas de fornecedores de São Paulo e do Paraguai e coordenar a distribuição para Salvador, Vitória da Conquista e Santo Antônio de Jesus.
A análise financeira identificou movimentação superior a R$ 9,6 milhões em cinco anos, por meio de mais de 16,6 mil transações bancárias. A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 200 milhões em bens e recursos dos investigados.