Durante entrevista ao programa Ligação Direta, da Salvador FM, nesta quinta-feira (23), o diretor de Trânsito da Transalvador, Antônio Neri, afirmou que a implantação de uma motofaixa na Avenida Luís Viana Filho (Paralela) não está nos planos da prefeitura. De acordo com ele, a medida exigiria a redução do limite de velocidade da via para 60 km/h, cenário que, neste momento, está descartado.
Motofaixa está fora dos planos
Ao comentar a possibilidade de criação de uma faixa exclusiva para motociclistas, Neri explicou que a regulamentação da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) exige que esse tipo de estrutura seja implantado apenas em vias com limite máximo de 60 km/h.
“Nós não temos nenhuma intenção de reduzir a velocidade da avenida Paralela. Então, não é um local, no momento, adequado para se implementar essa motofaixa”, afirmou.
O diretor revelou, no entanto, que a Transalvador já estuda a implantação da chamada “faixa azul” em pelo menos outras duas vias da capital baiana.
Estudos ainda não preveem radares
Antônio Neri também esclareceu que os equipamentos instalados na Paralela não estão funcionando como radares e, por isso, não aplicam multas aos motoristas. Segundo ele, o objetivo é apenas reunir informações para orientar futuras intervenções na via.
“A gente quer identificar o que está acontecendo. Os equipamentos não estão fazendo o registro de infrações e nenhum condutor será penalizado”, destacou.
A saber, o monitoramento ocorre em sete pontos da avenida, nos sentidos Rodoviária e Aeroporto. Eles permitem que a Transalvador avalie quais medidas poderão ser adotadas para aumentar a segurança e melhorar a fluidez do trânsito.
Entre as possibilidades estão ações educativas, reforço na fiscalização e intervenções de engenharia de tráfego, como a ampliação de faixas em trechos considerados críticos.
“A gente quer trazer mais segurança e mais fluidez também. Não significa medidas que venham a reduzir a velocidade”, concluiu o diretor.