A rivalidade entre torcidas organizadas ganhará um novo cenário no Brasil. Em vez de confrontos nas ruas, integrantes de grupos organizados vão se enfrentar dentro de um ringue na Liga de Torcidas Organizadas (LTO), a primeira competição estruturada de lutas entre torcidas do país.
O evento de estreia está marcado para o dia 30 de agosto e terá como primeiro confronto a Fúria Independente (Paraná) contra Os Fanáticos (Athletico-PR).
Como será a competição
Os confrontos seguirão regras inspiradas no boxe amador. Cada torcida será representada por três lutadores, divididos em categorias de peso. Ao fim das três lutas, vence a equipe que somar o maior número de vitórias.
Cada combate terá três rounds de dois minutos, com um minuto de descanso entre eles. Serão permitidos apenas golpes acima da cintura, e qualquer atitude antidesportiva poderá resultar na desclassificação do atleta.
Uma das diferenças em relação ao boxe tradicional é que não haverá decisão por pontos. As vitórias só poderão ocorrer por nocaute, desistência ou desclassificação do adversário. Caso nenhuma dessas situações aconteça ao final dos três rounds, a luta será considerada empatada.
Segurança reforçada
Para evitar qualquer tipo de confronto fora do ringue, a organização adotará um rígido esquema de segurança.
As delegações ficarão hospedadas em hotéis diferentes, realizarão a pesagem dos atletas nos próprios locais de hospedagem e serão transportadas em veículos exclusivos da organização. Segundo os organizadores, as torcidas não terão contato entre si antes dos combates.
Além disso, o evento será realizado sem a presença de público e o local das lutas será mantido em sigilo. A transmissão ocorrerá exclusivamente por streaming.
Objetivo é reduzir brigas entre torcedores
De acordo com a organização, a criação da LTO busca oferecer uma alternativa aos confrontos violentos registrados entre torcidas organizadas.
A proposta é canalizar a rivalidade para uma competição esportiva, realizada em ambiente controlado e com regras definidas.
Outro diferencial é o modelo de remuneração. As torcidas participantes receberão uma parte da receita obtida com a venda do pay-per-view, valor que, segundo a organização, deverá ser investido em melhorias estruturais. Já os atletas terão direito a bolsa de participação, além de alimentação e toda a estrutura necessária para os combates.