O técnico do Palmeiras, o português Abel Ferreira, defendeu a atuação da arbitragem da partida contra o Vitória. Com polêmicas, os times se enfrentaram no Barradão, na noite desta quarta-feira (29), pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Verdão venceu por 4 a 0, com todos os gols marcados após o Leão da Barra perder dois jogadores por expulsão.
Antes de ficar com a inferioridade, o Vitória reclamou da não expulsão de Maurício em disputa com Cacá. Aos 25 minutos de jogo, o meia do Palmeiras deu uma cotovelado no queixo do zagueiro rubro-negro, que precisou tomar cinco pontos. Assim, o árbitro central Alex Gomes Stefano deu apenas cartão amarelo e não houve recomendação de revisão.
“Para mim é no limite. Aqui dentro desta sala, se fossemos perguntar, 50% diziam sim, 50% diziam não. Essa decisão depois ficou com o árbitro e ele decidiu não dar vermelho e dar amarelo”, opina o comandante do Palmeiras.
Na sequência, Cacá esteve no centro de outra polêmica após dar um carrinho em Jhon Arias. Inicialmente Alex Gomes Stefano nem marcou falta, contudo o VAR, comandado por Marco Aurelio Augusto Fazekas Ferreira recomendou a revisão do lance, que terminou com a expulsão do zagueiro do Vitória. Luan Cândido reagiu fazendo gesto de roubo e também recebeu vermelho após novo chamado do VAR. O técnico palmeirense concordou com ambas as expulsões.
“Há dúvidas? Tu tens dúvidas? Não há dúvidas, tu viste o mesmo que eu. Para mim, não há dúvida absolutamente nenhuma. Viram a perna dele, não viram? Pronto. Para mim, o árbitro só seguiu a regra, minha opinião, aceito que tu e teus colegas pensam diferente. Conheces o histórico do Luan Cândido? Aquele gesto é claro, muito claro. O que o árbitro fez, seguiu as regras. É preciso coragem para seguir as regras”, completa Abel Ferreira.
Vitória critica arbitragem
Já o Vitória se posicionou oficialmente contra as decisões da arbitragem da partida e alegou que as ações comprometeram o time. O Rubro-Negro criticou a não expulsão de Maurício e os cartões vermelhos aplicados para Cacá e Luan Cândido. O presidente Fábio Mota reforçou as cobranças e garantiu que o clube fará uma representação formal à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), assim como fez após a partida contra o Flamengo.
“Ainda bem que o Brasil viu o jogo. O Cacá levou cinco pontos no queixo. Não foi por acaso. Não foi por ser intencional. O que os jogadores relataram foi que o árbitro disse que não foi intencional. Intencional ou não, foram cinco pontos no queixo. Isso desequilibrou a partida completamente. O Vitória estava fazendo um grande jogo, e houve o desequilíbrio por não ter expulsão pela agressão ao jogador Cacá. Passamos por isso no passado com o Flamengo, estamos acostumados. Não quero vitimizar, mas é difícil fazer futebol no Nordeste. Você tem investimento menor, viaja mais e passa por esse tipo de coisa. É lamentável o que está acontecendo. Parabéns aos envolvidos por tudo que aconteceu”, diz Fábio Mota.