Dentre os projetos que constam na ordem dia para apreciação na Câmara de Vereadores nesta quarta-feira (12), está o que põe fim às cancelas no Aeroporto Internacional de Salvador. O texto nº 108/2026, de autoria do presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB), foi um dos assuntos discutidos na tribuna popular nesta segunda-feira (10).
Quem levantou a discussão foi o representante da Associação Geral dos Taxistas (AGT), Ademilton de Paula Paim. Ele defendeu a aprovação do projeto de lei em tramitação no legislativo soteropolitano. A categoria ressalta que o Aeroporto de Salvador implantou o chamado sistema “Kiss & Fly”, destinado ao embarque e desembarque no equipamento, causando à sociedade e à categoria.
“Nós, taxistas, ainda estamos sob ameaça de termos que pagar caução de R$ 100 mil e R$ 30 mil mensalmente”, alertou Paim.
O projeto, se aprovado, vai proibir a cobrança de tarifa para acesso às áreas de embarque e desembarque de passageiros em Salvador. Em relação ao aeroporto, o texto veda a cobrança da taxa de R$ 10 e a instalação de cancelas do sistema “Kiss & Fly”.
Durante a sessão na Câmara, vereadores como Randerson Leal (Podemos), líder da oposição, e Sílvio Humberto (PSB), externaram apoio à pauta levada pela categoria dos taxistas.
Inquérito
Em abril deste ano, o Ministério Público da Bahia (MP-BA), através da 5ª Promotoria de Justiça do Consumidor, decidiu abrir um inquérito civil para apurar supostas práticas abusivas pela gestora do estacionamento do Aeroporto de Salvador. No alvo, estava o sistema de paradas rápidas para embarque e desembarque no aeroporto.
De acordo com a promotora de Justiça Joseane Suzart Lopes da Silva, o inquérito foi instaurado após diligências realizadas pelo Procon-BA. No procedimento, Joseane ressalta que a tolerância de 10 minutos estipulada pela empresa Indigo inviabiliza as paradas rápidas e gratuitas.