O Superintendente Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Roberto Alcântara de Souza, explicou o decreto de estado de emergência no KM-604 da BR-324, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Em entrevista ao programa Conexão Popular, da rádio Popular FM (102.5), o gestor falou sobre as etapas do processo.
A cratera se abriu no dia 7 de julho. Assim, o trecho da rodovia sofreu uma interdição parcial e foi liberado no dia seguinte, após cerca de 24 horas de bloqueio. No dia 9, a pista cedeu novamente, abriu uma nova cratera e causou a interdição da rodovia.
Desde então, as equipes atuam na restauração do pavimento. Mesmo com a interdição parcial, o tráfego segue pelas faixas da direita, que permanecem liberadas. Dessa forma, a decisão pelo decreto de estado de emergência ajuda a acelerar o processo de recuperação da via, uma das principais ligações da capital baiana com o interior do estado.
“Removemos a capa asfáltica, a base, fizemos um novo preenchimento, uma recomposição asfáltica e essa solução geralmente dá o resultado esperado, estabiliza. Nesse primeiro momento fomos céleres, em menos de 24 horas nós já tínhamos feito esse procedimento padrão. No entanto, antes mesmo de finalizarmos as ações, houve um novo rebaixamento. Em virtude disso, veio a necessidade de a gente [Dnit] abrir aquele buraco para poder fazer as devidas investigações. Então, a nossa área técnica, identificando esses elementos todos, entendeu prudente a decretação de emergência para aquele ponto. O decreto de emergência possibilita ações mais céleres, então algo que nós teríamos que esperar três, quatro meses para iniciar, eventualmente a gente pode iniciar em três, quatro dias” explicou Roberto Alcântara na manhã desta quarta-feira (15).
Vistoria do bueiro
Além da parte visível do buraco, a outra preocupação fica por conta galeria por onde passa água. Ela fica a 22 metros de profundidade, equivalente a um prédio de sete andares, e tem quase 180 metros de comprimento, quase dois campos de futebol.
“Nós temos tido dificuldade de fazer toda a vistoria dentro do bueiro, para verificar se houve alguma trinca, alguma rachadura, se está descendo algum material para dentro do bueiro. Nós iniciamos, desde a semana passada essa vistoria através de um robô, uso de tecnologia. No entanto, o robô não conseguiu percorrer todo o bueiro, porque encontrou alguns obstáculos e aí, nós fizemos um novo, uma nova incursão,, com apoio agora já mais especializado. Aí, um humano levando o robô, quando encontrava um obstáculo, o humano removia aquele obstáculo. É um trabalho muito especializado, com equipes de emergência acompanhando. No entanto, chegou um momento que o próprio humano não conseguiu avançar. Então, nós seguimos, inclusive colocando um cabo desses 180 metros, que pode ser utilizado com uma câmera”, completou o superintendente do Dnit.
Ao final das vistoriais, Roberto Alcântara de Souza não descarta a necessidade do isolamento do bueiro ou até mesmo a construção de um novo.