As mulheres ganham e investem menos que os homens, mas vivem mais que eles, portanto, essa diferença afeta tanto a segurança financeira, quanto a aposentadoria feminina. É sobre isso que o encontro Manas Investem vai discutir na próxima terça-feira, 20, em Salvador.
A atividade é promovida pela startup de educação financeira voltada para mulheres e será realizada das 18h às 20h, na Healthy by VC, no Shopping Barra. A programação prevê um coquetel e um bate-papo conduzido por Flávia Lanat, fundadora da iniciativa e colunista do InfoMoney.
A conversa vai abordar estratégias para organizar o orçamento, formar uma reserva de emergência, investir e planejar a aposentadoria.
O que dizem os dados?
De acordo com os dados da Bolsa de Valores do Brasil (B3) de agosto de 2026, entre os cerca de 6,6 milhões de investidores pessoa física com ativos na Bolsa, aproximadamente 1,7 milhão são mulheres, o que equivale a 26% do total.
A desigualdade também aparece na remuneração. Segundo dados de 2026 dos ministérios do Trabalho e Emprego e das Mulheres, em empresas com 100 ou mais funcionários, as mulheres recebem, em média, 21,3% menos que os homens.
A expectativa de vida é outro fator que influencia o planejamento financeiro. De acordo com o IBGE, em 2024, mulheres que chegam aos 60 anos têm, em média, mais 24,2 anos de vida, enquanto os homens têm 20,8 anos.
Na previdência privada aberta, a diferença também aparece nas contribuições médias. Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), referentes a 2024, mostram que as mulheres contribuíram, em média, com R$ 13.187, ante R$ 17.218 dos homens.
Para Flávia Lanat, a idade não deve ser um obstáculo para começar a organizar a vida financeira. “As mulheres mais jovens acham que é cedo para pensar em aposentadoria, e as mais maduras têm medo de ter perdido o momento. As duas precisam ouvir a mesma coisa: o melhor momento para começar é agora”, afirma.
A fundadora também chama a atenção para o impacto das responsabilidades familiares na renda e na aposentadoria das mulheres. Pausas na carreira para cuidar dos filhos ou dos pais, assim como a recusa de promoções para assumir tarefas domésticas, podem comprometer os ganhos ao longo dos anos.
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“Quando a mulher pausa a carreira para cuidar dos filhos ou dos pais, ou recusa uma promoção para dar conta da casa, isso pesa no salário de hoje e na aposentadoria de daqui a 20 ou 30 anos. Esse custo precisa entrar na conversa sobre o orçamento da família”, completa.
Serviço
- O quê: encontro sobre autonomia financeira feminina, planejamento e aposentadoria;
- Quando: terça-feira, 20 de outubro de 2026, das 18h às 20h;
- Onde: Healthy by VC, Shopping Barra — Avenida Centenário, 2.992, Barra, Salvador;
- Inscrições: através do link.