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Simon Stiell cobra mais ambição e diz que “este não é momento para autoelogios”

Belém — No encerramento da Ação Climática Global da COP30, realizado na tarde desta quarta-feira (15h30), o Secretário-Executivo da ONU para Mudanças Climáticas, Simon Stiell, reforçou o tom de urgência que marcou toda a conferência. Em um discurso firme, Stiell afirmou que os resultados de Belém representam avanços concretos — mas que não autorizam qualquer acomodação.

“A COP30 alcançou um resultado impressionante em ações climáticas concretas que também significarão economias mais fortes, mais empregos e vidas melhores para milhões de pessoas”, declarou. A fala ecoou entre delegações, organizações civis e representantes do setor produtivo, que lotaram a plenária final dedicada à agenda de implementação.

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Apesar do reconhecimento dos avanços, Stiell destacou que o desafio agora é transformar compromissos em ação imediata. “Mas este não é o momento para autoelogios – este é o momento de dar um passo à frente”, enfatizou, lembrando que os últimos relatórios científicos mostram que o mundo está atrasado na corrida para limitar o aquecimento a 1,5ºC.

Ele dedicou parte central do discurso a reforçar o papel estratégico da Agenda de Ação Climática, eixo que articula governos, empresas, cidades e sociedade civil em iniciativas paralelas e complementares às negociações formais.

“A Agenda de Ação Climática não é um mero complemento. Ela é essencial para a missão e uma parte fundamental do Acordo de Paris.”

O Secretário-Executivo afirmou ainda que a economia mundial já demonstra sinais claros de transição: “A Agenda de Ação Climática viabiliza e aproveita o impulso que estamos observando na economia real.” Segundo ele, essa dinâmica comprova que “o trabalho dos negociadores e o trabalho da economia real podem e devem atuar em conjunto” para transformar o Acordo de Paris em resultados mensuráveis.

Em Belém, Stiell destacou avanços ligados à expansão de energias renováveis, financeirização de projetos de adaptação, iniciativas para descarbonização industrial e ações de proteção florestal — temas especialmente sensíveis para o Brasil e a Amazônia.

O discurso encerrou um ciclo de debates marcado pela expectativa global sobre o papel do Brasil na próxima década climática. E, embora tenha reconhecido progressos, Stiell deixou um recado claro aos governos e líderes mundiais: não basta anunciar; é preciso entregar.

A COP30 segue agora para a fase pós-conferência, na qual caberá aos países demonstrar se estão dispostos a transformar palavras em políticas públicas, investimentos e resultados concretos diante da maior urgência ambiental de nosso tempo.



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