O valor do seguro de carro apresentou comportamentos distintos para homens e mulheres ao longo do primeiro semestre de 2026. Enquanto os motoristas do sexo masculino passaram a pagar mais pelas apólices, as mulheres registraram uma redução significativa nos preços, segundo levantamento divulgado pela Creditas Seguros.
De acordo com o estudo, o valor médio do seguro para homens passou de R$ 2.390,32, em janeiro, para R$ 2.542,08, em junho, o que representa uma alta de 6,35%. Já entre as mulheres, o movimento foi inverso: o preço médio caiu de R$ 2.908,42 para R$ 2.219,03, uma redução de 23,7%.
O levantamento considera cotações realizadas nas principais capitais brasileiras e leva em conta os veículos mais vendidos em cada período. Segundo a empresa, fatores como perfil do motorista, modelo do carro e custos de reparo continuam influenciando diretamente o valor final das apólices.
Junho trouxe redução nos preços para ambos os perfis
Apesar do cenário diferente ao longo do semestre, o mês de junho registrou queda nos preços do seguro tanto para homens quanto para mulheres.
Entre os homens, a apólice ficou 8,28% mais barata na comparação com maio, passando de R$ 2.771,61 para R$ 2.542,08. No público feminino, a retração foi ainda mais expressiva, de 17,58%, com o valor médio recuando de R$ 2.692,38 para R$ 2.219,03.
Segundo a Creditas, a redução está relacionada ao aumento da concorrência entre seguradoras, principalmente nos modelos de entrada, como hatchbacks e carros compactos, que concentram boa parte das vendas no país.
Salvador aparece entre as capitais com seguro mais caro para mulheres
No recorte por capitais, o Rio de Janeiro manteve os maiores valores médios do país em junho, tanto para homens quanto para mulheres. Entre os motoristas, a média chegou a R$ 4.473,04, enquanto para as mulheres o valor foi de R$ 3.608,70.
Na sequência aparecem Vitória e Goiânia entre os homens. Já para o público feminino, Vitória e Salvador completam a lista das cidades com os seguros mais caros.
Em contrapartida, Florianópolis, Brasília e São Paulo registraram os menores valores médios para os homens. Entre as mulheres, as apólices mais acessíveis foram encontradas em Brasília, Florianópolis e Curitiba.
No acumulado do semestre, praticamente todas as capitais apresentaram aumento para o público masculino, com destaque para Vitória, que registrou alta de 31%, seguida por Brasília (17%) e Goiânia (14%).
Entre as mulheres, a tendência foi de queda em praticamente todo o país. Os maiores recuos foram observados em Porto Alegre (-29%), Salvador (-26%) e São Paulo (-26%).
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Carros elétricos continuam liderando ranking dos seguros mais caros
Entre os veículos analisados, o BYD Song Plus permaneceu como o modelo com o seguro mais caro do país em junho. O valor médio da apólice chegou a R$ 4.210,48 para homens e R$ 4.017,75 para mulheres.
Outros modelos elétricos da fabricante chinesa, como o Dolphin, também figuram entre os seguros mais caros. De acordo com a Creditas, isso ocorre devido ao maior custo das peças de reposição e à complexidade dos reparos, fatores que aumentam o risco para as seguradoras.
Na outra ponta do ranking, os modelos populares continuam apresentando os menores custos. O Chevrolet Onix hatch registrou os valores médios mais baixos, de R$ 1.679,91 para homens e R$ 1.483,20 para mulheres. O Fiat Argo também apresentou redução nos preços das apólices.
Modelos populares registram quedas expressivas
Alguns veículos tiveram reduções relevantes no valor do seguro entre maio e junho. O Hyundai Creta Action apresentou queda superior a 31% para homens e mulheres.
Já o BYD Dolphin Mini registrou redução superior a 26% no perfil masculino e acima de 32% no feminino. O Chevrolet Onix e o Fiat Argo também tiveram recuos consistentes, superiores a 17% e chegando a quase 35% entre as mulheres.
Para a Creditas, o movimento reforça a disputa entre seguradoras justamente nos veículos com maior volume de vendas.
O que influencia o valor do seguro
O levantamento destaca que veículos com maior valor de mercado ou com peças de reposição mais caras tendem a apresentar seguros mais elevados. Já os modelos populares, que possuem ampla oferta de peças e manutenção menos complexa, costumam oferecer apólices mais acessíveis.
Além das características do veículo, fatores como cidade de circulação, perfil do motorista e histórico de utilização também influenciam o cálculo do seguro. No estudo, foi considerado como perfil padrão um homem e uma mulher de 33 anos, casados.