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Se liderança é critério, Fábio tem que estar na lista final de Ancelotti para Copa do Mundo

Quando Carlo Ancelotti expõe que liderança, confiança e comportamento interno entram na conta de uma convocação, o debate sobre o terceiro goleiro da Seleção muda de nível. A vaga deixa de ser uma disputa técnica convencional e passa a ser um reflexo direto do perfil que o treinador deseja dentro do grupo. E, dentro desse critério, o nome de Fábio deveria surgir com uma força que ignora qualquer ruído.

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O cenário atual aponta Alisson Becker e Ederson Moraes como presenças naturais. São goleiros estabelecidos, com histórico consolidado e respaldo construído ao longo dos últimos ciclos. A terceira vaga permanece em aberto dentro de um processo de observação que testou nomes e ainda não encontrou uma resposta definitiva.

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Reprodução

Goleiro Fábio, do Fluminense, em ação na Copa de Clubes / reprodução

Goleiro Fábio, do Fluminense, em ação na Copa de Clubes / reprodução

Fábio, do Fluminense, é o jogador com mais jogos na história do futebol / Foto: Marcello Gonçalves e Lucas Merçon

Fábio, do Fluminense, é o jogador com mais jogos na história do futebol / Foto: Marcello Gonçalves e Lucas Merçon


Hugo Souza e Bento tiveram suas chances. Entraram em campo, viveram o momento, assumiram responsabilidade. São bons goleiros, profissionais competentes, representam bem seus clubes. Mas vestir a camisa da Seleção exige algo que vai além da técnica. Exige presença, personalidade, naturalidade diante da pressão. E isso, nesse ciclo, não apareceu com a força necessária.

E é aqui que o debate muda de chave. O terceiro goleiro quase nunca entra em campo em uma Copa. Todo mundo sabe disso. Então a escolha deixa de ser sobre quem defende mais e passa a ser sobre quem sustenta mais. Quem fortalece o ambiente, quem orienta, quem serve de espelho. Quem, no silêncio do dia a dia, mantém o nível do grupo alto. Se esse é o critério — e tudo indica que é —, então a resposta está diante de nós.

Carlo Ancelotti já mostrou como pensa ao bancar Danilo. Ele confia em quem conhece, em quem entrega liderança, em quem tem conduta. Ancelotti não se curva à pressão externa. Ele decide com base nas próprias convicções. E foi exatamente assim que construiu uma carreira gigantesca. Justamente por isso, essa mesma lógica precisa levar a um nome inevitável: Fábio.

E aqui eu falo sem rodeio, quase como um apelo direto. Ancelotti, esse jornalista aqui, sem relevância alguma diante da grandeza da sua trajetória, escreve com a convicção de quem acompanha o futebol brasileiro todos os dias. Fábio precisa estar nessa lista. Para se fazer justiça ao futebol. Para se fazer justiça à carreira dele. Para se fazer justiça a tudo que ainda resiste de íntegro dentro desse esporte.

Estamos falando de um dos goleiros mais consistentes do país na última década. Um jogador que, aos 45 anos, segue titular de um clube gigante como o Fluminense, atuando em alto nível, com regularidade, com respeito, com entrega. Um profissional exemplar. Um homem de conduta irretocável. Um líder silencioso que não precisa levantar a voz para ser ouvido.

O mundo celebra Cristiano Ronaldo aos 40. Reverencia Lionel Messi. Aplaude Luka Modrić. E com razão. O futebol precisa dessas histórias que desafiam o tempo. O Brasil tem a sua. E ela atende pelo nome de Fábio.

Eu sei que existem critérios internos. Conversas de bastidor. Informações que não chegam até nós. Tudo isso faz parte. Mas se existir qualquer brecha, qualquer possibilidade, qualquer margem dentro dessa construção, essa convocação precisa acontecer.

E digo mais. Em um jogo como contra o Haiti, Fábio poderia começar como titular. Um gesto simples, mas carregado de significado. Ele entrando em campo, vestindo a camisa da Seleção, cantando o hino, representaria muito mais do que um teste. Seria um reconhecimento público de uma trajetória construída com suor, disciplina e dignidade.

O torcedor precisa disso. Precisa se enxergar em alguém que venceu pelo trabalho, pela seriedade, pela constância. Sem atalhos. Sem personagens. Só entrega.

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