A secretária da Saúde da Bahia, Roberta Santana, afirmou que as críticas da oposição à gestão estadual são respondidas com entregas. Em entrevista ao portal Salvador FM, nesta quarta-feira (22), ela destacou os investimentos na saúde do interior, criticou a atuação da Prefeitura de Salvador e atribuiu a superlotação das unidades estaduais às falhas da atenção básica na capital.
A secretária da Saúde da Bahia, Roberta Santana, afirmou que o governo estadual tem respondido às críticas da oposição com investimentos e ampliação da rede pública de saúde.
Segundo ela, nos três primeiros anos da gestão de Jerônimo Rodrigues foram entregues 15 novos hospitais, sendo 10 no interior do estado. “A forma que a gente tem lidado com isso e a resposta da oposição, a melhor forma é entrega. Quem faz e quem não faz fica muito claro.”
Roberta destacou que o governo inaugurou unidades em municípios como Teixeira de Freitas, Itaberaba, Santa Maria da Vitória e Botuporã, além de ampliar a oferta de leitos em todo o estado. “Estamos falando de quase 6 mil novos leitos em três anos para atender a população, diminuindo a distância e levando a média e alta complexidade para mais perto da população.”
A secretária também ressaltou as parcerias com os municípios para fortalecer a rede pública. “Estamos falando de 16 hospitais municipais sendo construídos no interior do Estado em parceria com esses municípios. Também são 390 unidades básicas sendo construídas. O trabalho que tem sido feito no interior é inegável.”
Segundo Roberta, a expectativa é que a população reconheça os resultados dos investimentos. “No atendimento que demorava, chega mais perto da população. A gente espera que ela reconheça todo esse trabalho.”
Roberta cobra maior atuação da Prefeitura de Salvador
Ao comentar a situação da saúde na capital, Roberta afirmou que o Estado mantém uma ampla estrutura de atendimento em Salvador, mas disse que a rede municipal não acompanha esse esforço. “O Estado hoje mantém uma rede robusta. São 39 equipamentos de saúde em Salvador, 22 hospitais, nove centros de referência, UPAs, CAPS e duas policlínicas.”
Na avaliação da secretária, a baixa cobertura da atenção básica faz com que pacientes procurem diretamente as unidades de urgência. “Quase 40% da população não tem um posto de saúde porque não é coberta pela atenção primária. Quem não tem acesso à prevenção adoece mais e isso tensiona a rede de urgência e emergência.”
Roberta também responsabilizou a Prefeitura pela oferta de serviços de média e alta complexidade. “É responsabilidade, sim, do município de Salvador a média e alta complexidade. Isso está escrito no Sistema Único de Saúde. É fácil acusar, difícil é fazer.”
Ao citar a superlotação do Hospital Eládio Lasserre, em Cajazeiras, a secretária afirmou que o problema está relacionado à falta de atendimento na rede municipal. “Quando dizem que o Eládio está superlotado, é porque a população não tem onde ser acolhida. A determinação do Estado é que quem chegar vai ser atendido.”
Ela acrescentou que a maior parte dos pacientes poderia ser atendida na atenção básica.”Noventa por cento dos pacientes que chegam ao Hospital Eládio Lasserre deveriam estar sendo atendidos na atenção primária. É isso que precisamos: que o município faça a sua parte para que a população tenha o acesso que merece”, finalizou.