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Salvador recebe festival que conecta diversão, ciência e tecnologia

A ideia de que a ciência é um campo inacessível do conhecimento tem dias contados para crianças e jovens baianos. Nos dias 13 e 14 de dezembro, estreia em Salvador um evento inédito que irá apresentar a ciência e a tecnologia de uma maneira divertida, interativa e inspiradora. É a primeira edição do Festival Sesi de Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI), que acontecerá na Escola Djalma Pessoa, em Piatã, com entrada gratuita e um convite irrecusável para toda família vivenciar na prática o conceito de criatividade e inovação. Na sexta-feira (13), o horário das atividades é das 9h às 18h, e no sábado (14), das 9h às 15h. Retirada gratuita de ingressos: Sympla ou no local. Estacionamento e translado gratuitos para o evento: AABB – Piatã.

Iniciação científica e robótica podem parecer conceitos complexos para um adolescente, mas se ele conhecer um estudante da mesma idade que criou um robô em forma de tartaruga marinha para estudar algas no fundo do mar, o seu entendimento vai dar um salto. São oportunidades como essa que se abrem com o I Festival SESI CTI, que terá como principais atrações a 1ª Feira Nacional de Iniciação Científica – FENIC e o Torneio Regional de Robótica FLL. Ambos os eventos convidam a presenciar a tecnologia e vivenciar a ciência como áreas de conhecimento de fácil acesso e compreensão.

Realizado pelo Serviço Social da Indústria (SESI) da Bahia através da Escola SESI Bahia, o festival pioneiro tem dois objetivos claros: contribuir para o fortalecimento da educação científica e tecnológica do estado, ao tempo que cria um ambiente convidativo para expor projetos bem sucedidos de estudantes e pesquisadores de iniciação científica da Rede SESI de ensino e de outras instituições públicas e privadas de educação.

“Educação é um dos focos de atuação do SESI Bahia, e ao realizar o Festival SESI de Ciência, Tecnologia e Inovação, o objetivo é extrapolar para toda a sociedade as experiências que são desenvolvidas intramuros nas nossas escolas, as do SESI, mas também as escolas das redes públicas e particular da Bahia. Pensamos para Salvador um evento que traga um novo foco para a educação e que também funcione como uma oportunidade de lazer, informação e aprendizado lúdico para o calendário da cidade”, defende Armando da Costa Neto, diretor superintendente do SESI Bahia.

Como pano de fundo, o evento busca difundir o conceito STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts e Mathematics) como mobilizador de competências e habilidades para o século XXI, com ênfase no pensamento crítico, solução de problemas, criatividade, inovação, comunicação e colaboração.

Ciência a olhos nus – Imagina poder ver de perto pesquisas científicas inovadoras voltadas para resolver problemas reais e assinadas por estudantes dos anos finais do ensino fundamental (9º ano) e ensino médio de todo Brasil? Essa é a proposta da I Feira Nacional de Iniciação Científica (FENIC), que irá expor 120 projetos de pesquisa de 286 estudantes de instituições de ensino privadas e públicas de 13 estados brasileiros: Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe.

A ideia é que as crianças e jovens acessem o sentimento de “se eles podem, eu também posso” após percorrerem a FENIC e conhecerem as soluções científicas desenvolvidas por outros jovens para resolver situações do dia a dia. Quem passear pela feira, por exemplo, vai conhecer como é possível produzir cal a partir da casca de marisco e, assim, contribuir para a redução de impactos socioambientais. Esse projeto foi desenvolvido por estudantes do Colégio Estadual de Tempo Integral Salinas da Margarida e vem pondo em prática o conceito de economia circular no município do Recôncavo Baiano.

“O festival traz uma agenda inovadora para Salvador, aproximando ciência e tecnologia do cotidiano dos jovens. Não é apenas sobre ouvir falar de tecnologia, mas vivenciar e experimentar na prática. Isso pode transformar completamente a visão de quem for lá visitar. Queremos quebrar o estereótipo de que ciência é só para nerds ou algo inacessível. Esta iniciativa tem um papel estratégico ao mostrar que a educação pode transformar vidas, integrando conhecimento ao dia a dia de maneira prática e inspiradora”, comenta o gerente de Educação Científica e Tecnológica do SESI Bahia, Fernando Moutinho, que assina a coordenação do evento.

Em sua edição inaugural, a FENIC é realizada em parceria com a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), num total de 120 projetos selecionados. Ao todo, a feira recebeu 385 inscrições de estudantes de mais de 90 cidades brasileiras.

Meu amigo robô – Outra atração do Festival SESI CTI que promete dar o que falar é o Torneio Regional de Robótica FIRST LEGO League Challenge que, com o tema “Submerged” em 2024, desafia estudantes de 9 a 15 anos a desenvolverem soluções inovadoras para os problemas ambientais marinhos a partir da construção de robôs 100% feitos de LEGO e programados para cumprirem uma série de missões. A robótica também estará presente na seletiva do programa F1 in Schools, pelo qual as equipes precisam criar do zero uma escuderia e o design de um carrinho de Fórmula 1 para competir em uma pista de corrida em miniatura.

O festival apresenta atividades para todas as idades, a exemplo de oficinas de robótica e exercícios de raciocínio lógico, com inscrições realizadas na hora. O espaço foi estruturado dentro do Buzu Tec, um ônibus itinerante totalmente reformado e decorado de forma lúdica onde os participantes poderão ter o primeiro contato com esse mundo e ver na prática as etapas da programação de um robô, bem como interagir com robôs em exposição.

“A robótica educacional amplia o interesse dos estudantes pelo conhecimento ao estimular a curiosidade, o pensamento crítico e o protagonismo no aprendizado. Além de desenvolver habilidades em pesquisa e programação, ela engaja os alunos de forma prática e interdisciplinar, conectando a escola com a realidade ao redor. Essa abordagem não só melhora a aprendizagem, como também prepara os jovens para atuarem além do ambiente escolar, integrando-se a espaços como empresas e a própria comunidade”, defende Cléssia Lobo, superintendente executiva de Educação e Cultura do SESI Bahia.

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