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Saiba quem é o vereador preso em operação contra organização criminosa na Bahia

Uma operação contra uma organização criminosa, deflagrada nesta quarta-feira (7), resultou na prisão do presidente da Câmara de Vereadores de Guaratinga, Paulo Chiclete (PSD).

Além dele, outras seis pessoas foram presas durante a Operação Vento Norte, que investiga um grupo suspeito de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e associação criminosa no extremo sul da Bahia.

De acordo com as autoridades, além do mandado de prisão expedido no âmbito da operação, os agentes também autuaram o vereador em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

O que diz a defesa

Natural de Guaratinga, Paulo Chiclete tem 39 anos e cumpre seu primeiro mandato como vereador no município. Assim, nas redes sociais, ele se apresenta como defensor da família, dos esportes e das causas sociais.

Em nota, a defesa afirma que o parlamentar é inocente e está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos. Segundo o pronunciamento a prisão ocorreu no mesmo momento da chegada de uma precatória que ultrapassa R$ 26 milhões, o que, de acordo com a defesa, teria repercussão no cenário político local.

Os representantes também informaram que ainda não tiveram acesso integral aos documentos que embasaram as medidas adotadas na operação. Além disso, reforçaram que o vereador não possui envolvimento com atividades ilícitas. Dessa forma, a defesa pediu cautela na análise do caso, destacando a importância do respeito ao devido processo legal.

Por fim, a defesa declarou que Paulo Chiclete está “tranquilo e confiante” de que a verdade será comprovada.

Operação Vento Norte

As investigações apontam que o grupo utilizava fintechs, empresas de tecnologia financeira, para lavar dinheiro oriundo do tráfico de drogas em diferentes estados. Segundo os órgãos responsáveis, essas plataformas movimentavam cifras milionárias.

Em uma das fintechs, as apurações identificaram uma movimentação superior a R$ 20 milhões. Além dos mandados de prisão e busca, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e outros ativos financeiros. Assim, a decisão tem o objetivo de interromper o fluxo ilícito, preservar provas e garantir a efetividade das investigações.

De acordo com o Ministério Público, a Polícia Civil cumpriu os mandados de prisão temporária nos bairros Pequi, Juca Rosa e Sapucaieira, em Eunápolis, e nos bairros Centro e Novo Horizonte, em Guaratinga, no extremo sul da Bahia.

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