O debate presidencial da TV Globo, marcado para a noite desta quinta-feira (1º), ganhou uma reviravolta poucas horas antes do início. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a emissora inclua Renan Santos, candidato do Missão, no último debate antes do primeiro turno. A decisão tem efeito imediato.
A participação de Renan vinha sendo discutida na Justiça. Inicialmente, o ministro Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), havia negado o pedido do candidato, sob o argumento de que o Missão não alcançava a representação mínima no Congresso prevista para garantir presença em debates. O partido recorreu ao STF, mas a ministra Cármen Lúcia também havia rejeitado o pedido.
Flávio anuncia desistência
A decisão que abriu espaço para Renan ocorreu no mesmo dia em que Flávio Bolsonaro (PL) desistiu de participar do debate. O senador anunciou a decisão nesta quinta-feira e afirmou que não iria ao encontro em razão do que classificou como “censura imposta ao evento pelo TSE”.
Com a mudança, o debate, previsto para começar às 21h30, passa a ter Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participam do encontro.
A inclusão de Renan ocorre após uma sequência de decisões judiciais ao longo desta quinta. O candidato havia anunciado que pretendia continuar buscando uma solução para participar do programa e chegou a planejar um protesto em frente à sede da Globo caso permanecesse fora.