O ex-governador da Bahia e líder do governo Lula no Senado, senador Jaques Wagner (PT), passou a ter o nome apontado como um dos responsáveis pela derrota do Palácio do Planalto na rejeição de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Na noite desta quarta-feira (29), o Senado rejeitou o nome indicado por Lula para compor a Suprema Corte.
Messias precisava de ao menos 41 votos, mas obteve somente 34. Conforme publicação do jornal O Globo, nos bastidores do Palácio do Planalto, aliados do governo Lula dizem que Wagner deve ser cobrado por ter feito uma previsão considerada equivocada sobre a votação. Inicialmente, a previsão era que Messias pudesse ter ao menos 45 votos favoráveis.
Logo após o resultado histórico, o senador Jaques Wagner fez uma publicação nas redes sociais em que classificou o episódio como uma derrota para o país.
O petista lembrou que, durante o governo Jair Bolsonaro, ele era da oposição e respeitou o processo de indicação de dois ministros ao STF: André Mendonça e Kassio Nunes Marques.
“A nossa disputa política possui outros territórios para acontecer que não a escolha de um ministro ao STF. A prerrogativa presidencial de indicar ministro do supremo é uma garantia constitucional. Falo isso com a tranquilidade de quem respeitou essa garantia frente a um governo do qual eu era oposição. Kassio Nunes Marques e André Mendonça tiveram suas trajetórias respeitadas. O ex-presidente teve sua prerrogativa reconhecida, como deve ser”, relembrou
Além disso, Wagner defendeu a legitimidade de Messias ocupar o cargo de ministro do STF e lamentou o que chamou, ainda, de perda para Nova República.
“Messias é um homem honrado e cumpre todos os requisitos constitucionais exigidos. Jorge Messias não perdeu a indicação ao supremo. Quem perdeu foi o pacto constitucional, foi a Nova República. Foi o Brasil”, completou