O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se tornaram alvo de uma representação apresentada à Procuradoria-Geral da República (PGR) pela deputada Érika Hilton (PSOL-SP) após publicações nas redes sociais contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No pedido, a parlamentar solicita que a PGR apure possíveis práticas de apologia ao crime e tentativa de golpe de Estado em conteúdos divulgados pelos bolsonaristas.
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O caso envolve a difusão de conteúdos que, segundo Erika, sugerem a atuação de autoridades estrangeiras, especialmente da Drug Enforcement Administration (agência antidrogas dos Estados Unidos), contra o presidente brasileiro.
Para a deputada, esse tipo de conteúdo configura ataque à soberania nacional ao defender ou normalizar a interferência de órgãos estrangeiros no país.
As publicações foram feitas após o governo de Donald Trump realizar uma ação militar na Venezuela e prender o presidente Nicolás Maduro.
O que dizem as publicações
Flávio Bolsonaro publicou na rede X (antigo Twitter) uma foto de Maduro ao lado de uma reportagem sobre a reunião de emergência convocada por Lula para discutir a situação na Venezuela.
“Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”, escreveu o senador.
Já Nikolas Ferreira, além de sugerir em postagens que o presidente brasileiro deveria ser preso como Maduro, publicou um story no Instagram com a imagem de Lula e Maduro abraçados, acompanhada da frase: “Superpromoção: prenda 1, leve 2”.