Um julgamento que pode render uma penalidade de cerca de R$ 7 trilhões à Meta e forçar mudanças no funcionamento do Instagram e Facebook começou, foi iniciado nesta terça-feira, 18, nos Estados Unidos.
A ação, conduzida por 29 estados americanos, acusa a Meta de desenvolver as plataformas para estimular o uso compulsivo entre crianças e adolescentes e de enganar o público sobre os riscos para jovens.
Caso a empresa seja condenada, a companhia estima que as punições podem chegar a US$ 1,4 trilhão, cerca de R$ 7 trilhões na cotação atual. Vale ressaltar que a Meta nega as acusações.
Meta acusada de prejudicar crianças e adolescentes
O processo contra a gigante da tecnologia iniciou em 2023, depois de uma investigação de diversos estados dos Estados Unidos sobre os efeitos do Instagram e Facebook no meio infantojuvenil.
A investigação iniciou após a denúncia de uma ex-funcionária da Meta, que afirmou ao Senado que a empresa conhecia possíveis danos de seus produtos a jovens e poderia torná-los mais seguros.

Entenda a acusação contra a Meta
Os estados acusam a Meta de criar recursos para manter as crianças e adolescentes mais tempo dentro das plataformas, ao mesmo tempo em que apresentava as redes sociais como seguras para esse público.
A ação ainda aponta que a Meta teria coletado e utilizado informações pessoais de menores sem o consentimento dos pais, em desacordo com a legislação federal.
Processo pode custar R$ 7 trilhões
A empresa estima que as penalidades podem chegar a US$ 1,4 trilhão, cerca de R$ 7 trilhões em conversão direta, caso seja responsabilizada pelas acusações.
Vale ressaltar que essa multa chega próxima do valor de mercado da companhia, que atualmente é estimado em US$ 1,5 trilhão.
Além das penalidades financeiras, os estados querem que a Justiça obrigue a Meta a modificar suas plataformas nos Estados Unidos.
O julgamento deve durar semanas e terá depoimentos de executivos como Mark Zuckerberg, CEO da companhia, e Adam Mosseri, chefe do Instagram.

Veja as mudanças que o Instagram pode adotar
Os estados pedem que a Justiça determine mudanças na forma em que o Instagram e o Facebook operam. Entre as medidas, estão:
- Adoção de restrições de idade;
- Fim da rolagem infinita;
- Limites de tempo de uso para usuários mais jovens.
Além disso, ainda existem pedidos para a eliminação de algoritmos e modelos de inteligência artificial (IA) treinados com dados de crianças e adolescentes.
Outro pedido veiculado seria uma mudança no sistema de recomendação para que priorizem o bem-estar dos usuários, em vez do engajamento, além de restrições a notificações.
Caso os pedidos sejam aceitos, a Meta poderá ser obrigada a modificar a experiência oferecida aos usuários nos Estados Unidos.

Meta nega acusações
A Meta se pronunciou sobre o caso e nega as acusações de ter enganado os usuários sobre a segurança das redes sociais, e afirma que os estados não estão apresentando provas de que os usuários estariam sendo prejudicados pelas práticas citadas no processo.
A Meta argumenta ainda que vem adotando medidas para aumentar a segurança de crianças e adolescentes nas plataformas.
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