Uma denúncia apresentada na Câmara Municipal colocou sob forte suspeita os critérios de seleção e fiscalização da Prefeitura de Marabá, no Pará, gestão do prefeito Toni Cunha (PL).
Em pronunciamento realizado em plenário nesta terça-feira, 15, o vereador Marcos Paulo da Agricultura (PDT), revelou que uma engenheira civil foi admitida por Processo Seletivo Simplificado (PSS) sem que a profissional possua registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) — exigência expressa e indispensável prevista no edital do certame.
De acordo com a denuncia, a engenheira receberia vencimentos de aproximadamente R$ 13 mil mensais.
Exoneração
Após o sobressalto gerado pela revelação no Legislativo, a administração municipal efetivou a exoneração da profissional.
No entanto, o parlamentar sustenta que o desligamento sumário não encerra o caso nem exime a gestão municipal de prestar esclarecimentos sobre a facilitação na posse sem os requisitos legais.
”Temos que convocar o secretário de Administração e também o secretário de Obras. As regras precisam valer para todos, não importa o nome, a amizade, a indicação, não importa a posição política”, disse o parlamentar.
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Indícios
O episódio ganhou contornos ainda mais graves com a manifestação do presidente da Casa, vereador Ilker Moraes.
Durante os debates, o parlamentar pontuou que o caso denunciado não representa um fato isolado, informando que apurações prévias já identificaram suspeitas análogas de irregularidades em certames de outra secretaria do governo local.
Diante do quadro, a Câmara deve formalizar convocação dos secretários envolvidos para prestar depoimentos.
A reportagem procurou a Prefeitura de Marabá, e ainda aguarda resposta aos questionamentos.