O prefeito de Salvador, Bruno Reis, afirmou nesta sexta-feira (26) que a paralisação nacional dos trabalhadores da limpeza urbana não é de responsabilidade da administração municipal e que a Prefeitura não tem autonomia para atender à principal reivindicação da categoria, que é a criação de um piso salarial nacional.
A declaração foi dada durante a cerimônia de assinatura da ordem de serviço para obras de urbanização e qualificação da Comunidade Pé Preto, no Nordeste de Amaralina.
De acordo com o gestor, a definição sobre o tema cabe ao Congresso Nacional. “É um movimento nacional e a Prefeitura não tem gestão sobre isso. Como é que a Prefeitura pode impor que o Senado da República vote um piso dos garis? Cabe ao Congresso Nacional decidir pela aprovação do piso ou não”, afirmou.
O prefeito reconheceu os impactos da paralisação em Salvador e disse que o acúmulo de resíduos não pode ser resolvido de forma imediata. “É óbvio que isso trouxe um prejuízo grande à cidade. Dois dias sem coleta de lixo é um acúmulo grande. E nós não conseguimos resolver de um dia para o outro”, disse.
Segundo ele, a coleta foi retomada em capacidade total desde o último dia 24 e as equipes seguem trabalhando para normalizar o serviço. “Todas as equipes estão na rua. Operação máxima, esforço máximo em conjunto. Vamos passar o final de semana para deixar a cidade zerada”, completou.