O policial militar envolvido na ocorrência registrada em Esplanada explicou, em entrevista concedida à Real FM, os motivos que o levaram a realizar a ação na 56ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM). A entrevista foi feita nesta quarta-feira (21), durante o Jornal da Real 2ª Edição, enquanto o agente permanecia no quartel.
Segundo o PM, identificado como Oliveira, ele realizou o motim na unidade devido a situações envolvendo perseguições.
“O estado fudeu a minha vida. Os quatro policiais que estavam no quartel foram liberados quando eu tomei o quartel, inclusive saiu com suas armas e seus pertences. Informei ao comando que não estava bem e mesmo assim eles fizeram de conta que eu não existia. Fui preso cinco vezes nos últimos três anos, por perícias forjadas, inquéritos mal feitos, por informações dadas falsamentes pela Polícia Militar. Esgotei todas as vias para tentar ser ouvido e até hoje não fui”.
A entrevista foi realizada enquanto o agente ainda estava na unidade militar. Ao longo do dia, policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) realizaram negociações com Oliveira, até o momento que ele se entregou e foi conduzido para um hospital.