A policial militar acusada de matar Leonardo Gil Lima, conhecido como Leo Lanche, no bairro de São Cristóvão, em Salvador, ganhou liberdade. Ela estava presa desde o início de agosto.
O vendedor morreu após ser atingido por disparos de arma de fogo durante uma operação policial na localidade Lessa Ribeiro. O caso aconteceu no dia 23 de julho deste ano.
Soldado na Polícia Militar, Valdilene Nonato Santos França foi presa em 4 de agosto, quando foi encaminhada à Coordenação de Custódia Provisória da instituição.
Na época da morte do vendedor, a Polícia Militar emitiu nota afirmando que agentes da 49ª Companhia Independente (CIPM) faziam patrulhamento na localidade e encontraram homens armados. Com a aproximação, teria ocorrido uma troca de tiros e os policiais encontraram Leo Lanche baleado.
No entanto, amigos e familiares reagiram após a versão da polícia ser divulgada. Eles afirmaram que o comerciante foi morto na frente da casa, não estava armado e não teria ocorrido troca de tiros no local.
Na ocasião, a Polícia Militar instaurou um inquérito e afastou das atividades os policiais envolvidos na operação.
A policial foi presa depois que um laudo pericial identificou de qual arma partiu o disparo que atingiu o comerciante.
Com a liberdade concedida, a policial vai ter que cumprir algumas medidas cautelares e ficará impedida de exercer função pública durante 180 dias. De acordo com a decisão judicial, conforme publicação do portal G1, ela não poderá manter contato com testemunhas ou familiares da vítima.