Um homem de 39 anos, apontado pela Polícia Civil como fornecedor interestadual de drogas para uma organização criminosa investigada na Operação Iceberg, foi preso nesta sexta-feira, 25, no bairro de Mussurunga, em Salvador.
A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva e, segundo a polícia, ele é o 12º preso no âmbito da operação.
Drogas eram enviadas de São Paulo
De acordo com as investigações, o suspeito fornecia entorpecentes diretamente ao líder do grupo. As drogas seriam enviadas de São Paulo para a Bahia por meio de remessas postais, utilizando códigos e nomes de doces, como “500 Bala Gringa” e “jujubas”.
A identificação do homem ocorreu após o cruzamento de dados e informações obtidas por meio da quebra dos sigilos bancário e fiscal.
No momento da prisão, ele dirigia um Chevrolet Tracker branco, que também era alvo de medidas judiciais. O veículo foi apreendido. Dentro do carro, os policiais encontraram celulares e pequenas porções de drogas, que serão encaminhadas para perícia.
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Outro suspeito é preso por homicídio
Durante a mesma diligência, os policiais prenderam um homem de 22 anos que tinha um mandado de prisão preventiva em aberto por homicídio qualificado. Segundo a polícia, essa prisão não tem relação com a Operação Iceberg.
O homem é investigado pela morte de Lucas Silva Borges, assassinado com cerca de 24 disparos em via pública, em janeiro de 2025, no bairro de Narandiba. Conforme as investigações, ele integraria o braço armado de um grupo criminoso com atuação em Tancredo Neves.

Operação investiga tráfico para público de alto poder aquisitivo
Deflagrada na quinta-feira, 24, a Operação Iceberg investiga uma rede de tráfico de drogas que, segundo a Polícia Civil, teria como público-alvo consumidores de alto poder aquisitivo.
Na primeira fase, 11 pessoas foram presas, sendo nove por mandados de prisão preventiva e duas em flagrante. As ações ocorreram em Salvador, Jaguaripe, Santo Antônio de Jesus, Vitória da Conquista e Ilhéus, além de Aracaju, onde um dos alvos já estava preso.
As investigações apontam que os entorpecentes eram comercializados por meio de redes sociais, com pagamentos principalmente via Pix e entregas discretas.
Segundo a polícia, o principal alvo da operação é apontado como responsável por receber drogas de fornecedores de São Paulo e do Paraguai e coordenar a distribuição para Salvador, Vitória da Conquista e Santo Antônio de Jesus.
A análise financeira identificou movimentação superior a R$ 9,6 milhões em cinco anos, distribuída em mais de 16,6 mil transações bancárias. A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 200 milhões em bens e recursos dos investigados.
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