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PM e dois comparsas são condenados a 30 anos de prisão por assassinato de advogado

O policial militar Leandro Machado da Silva e os comparsas Cezar Daniel Mondêgo de Souza e Eduardo Sobreira Moraes foram condenados, nesta sexta-feira (6), a 30 anos de reclusão, cada um deles, por envolvimento na morte do advogado Rodrigo Marinho Crespo. O crime aconteceu no Centro do Rio, no dia 26 de fevereiro de 2024.

“É extremamente preocupante que a investigação da morte de Rodrigo Marinho Crespo revelou a participação de vários policiais militares da ativa em um grupo de execução/extermínio, um verdadeiro grupo de sicários que se aproveita do poder estatal para criar um poder paralelo e ainda se infiltrar no Poder Estatal”, afirma o juiz Cariel Bezerra Patriota, que presidiu a sessão, ao declarar a sentença.

Leandro Machado da Silva, Cezar Daniel Mondêgo de Souza e Eduardo Sobreira Moraes foram condenados pela prática de homicídio qualificado por motivo torpe, mediante emboscada, com recurso que dificultou a defesa da vítima (pelas costas), para assegurar a execução e vantagem de outros crimes praticados pelos denunciados e seus asseclas, interligados a jogos de azar e com emprego de arma de fogo de uso restrito.

O Ministério Público sustentou que Leandro Machado da Silva (“Cara de Pedra”), Cezar Daniel Môndego de Souza (“Russo”) e Eduardo Sobreira Moraes, acusados de envolvimento na morte do advogado Rodrigo Marinho Crespo, fazem parte da organização criminosa chefiada pelo bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, preso pela Polícia Federal e agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Leia também: Advogado é executado em via pública no Centro do Rio

O promotor Bruno de Faria Bezerra afirmou, durante a sustentação oral no plenário, que o crime do advogado, cometido no Centro do Rio, no dia 26 de fevereiro, mesmo dia em que dois anos depois que o bicheiro Adilsinho foi preso, teria sido um recado.

Foto: Reprodução

“Rodrigo Crespo estudava entrar no ramo de jogos, as chamadas ‘bets’, além de montar um ‘Sporting Bar’, onde poderiam realizar apostas, assim como utilizar máquinas semelhantes a caça-níqueis conectadas à internet, em Botafogo, bairro onde Adilsinho é dono dos pontos de bicho e de um bingo clandestino. Então, a morte dele, encomendada, foi um recado claro”, apontou o promotor.

A defesa de Cezar Daniel Môndego de Souza alegou que seu cliente não sabia que Rodrigo Crespo seria morto e que um homem, que desconfiava que estava sendo traído, o teria contratado para fazer apenas o monitoramento da vítima. Para o trabalho receberia R$ 5 mil.

Já os advogados de Eduardo Sobreira Moraes afirmaram que ele foi contratado para ser somente o motorista de Cezar Mondego e que a acusação tenta associar o crime à contravenção. A defesa também sustentou que Eduardo não sabia que a vítima seria assassinado.

O crime

De acordo com a denúncia, no dia 26 de fevereiro de 2024, por volta de 17h15, em via pública, na Avenida Marechal Câmara, em frente ao nº 160, próximo à sede da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), bairro Centro, município do Rio de Janeiro, pessoa não identificada, em comunhão de ações e desígnios com os denunciados e outros indivíduos ainda a serem revelados, com intenção de matar, efetuou diversos disparos de arma de fogo contra a vítima Rodrigo Marinho Crespo, cujas lesões foram a causa de sua morte.

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