PEC do fim da escala 6×1 segue travada no Senado

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas continua sem avançar no Senado Federal. O texto segue parado na Mesa Diretora da Casa e ainda não foi encaminhado para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A proposta, que estabelece dois dias de descanso remunerado por semana para os trabalhadores, depende de um despacho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para iniciar sua tramitação nas comissões.

PEC alternativa já foi enviada à CCJ

Enquanto a proposta do fim da escala 6×1 aguarda definição, Alcolumbre encaminhou à CCJ uma PEC apresentada pela oposição. O texto alternativo mantém o modelo atual de trabalho e prevê a possibilidade de contratação por hora trabalhada.

A movimentação gerou críticas entre parlamentares da base governista, que defendem a análise da proposta aprovada pela Câmara dos Deputados sem alterações.

O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que ainda não recebeu informações sobre quando a PEC da jornada de trabalho será enviada ao colegiado. Uma reunião prevista entre ele e Alcolumbre nesta semana acabou sendo cancelada.

Pressão por votação ainda neste semestre

Lideranças governistas esperam que a proposta seja votada antes do recesso legislativo, que começa em 18 de julho. Durante as sessões do Senado nesta semana, parlamentares cobraram prioridade para a matéria.

O senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) defendeu uma tramitação rápida da PEC e afirmou que o tema deveria ser apreciado ainda antes do encerramento do primeiro semestre legislativo.

Já a líder do PT no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), destacou que a proposta representa um debate importante sobre valorização do trabalho e melhores condições para os trabalhadores brasileiros.

Tema divide opiniões

Apesar do apoio de parte dos parlamentares, a proposta enfrenta resistência. O senador Hermes Klann (PL-SC) criticou a redução da jornada sem a apresentação de medidas para compensar possíveis impactos econômicos.

Por outro lado, o senador Romário (PL-RJ), integrante da oposição, manifestou apoio à iniciativa e afirmou ser favorável a medidas que ampliem direitos dos trabalhadores.

Especialistas avaliam que a demora na tramitação está relacionada às negociações políticas e às divergências sobre os possíveis impactos da mudança no mercado de trabalho. Apesar do impasse, a PEC segue mobilizando parlamentares, sindicatos e entidades empresariais, tornando-se um dos temas mais debatidos no Congresso Nacional em 2026.

VEJA MAIS

Jogador de Gana é proibido de entrar no Canadá por acusações de estupro

Thomas Partey ficará de fora da estreia da equipe em Toronto na próxima quarta-feira (17/06)…

Metrô de Salvador já registrou 23 casos de importunação sexual; relembre

O caso do homem de 22 anos, autuado em flagrante pelo crime de importunação sexual…

Bahia empresta Gabriel Xavier para clube do Grupo City

O Bahia anunciou nesta sexta-feira (12) o empréstimo do zagueiro Gabriel Xavier ao Shenzhen Peng…