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Paralisação de professores afeta escolas na Bahia

A paralisação dos professores da rede privada da Bahia, marcada para esta segunda-feira (20) e para os dias 22 e 24 de julho, pode afetar o calendário letivo das escolas particulares. O movimento prevê a interrupção das atividades nos 50 minutos iniciais das primeiras aulas e faz parte da campanha salarial da categoria.

O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinepe-BA) afirma que a expectativa é de adesão limitada e que trabalha para manter o calendário escolar, incluindo a unificação das férias em dezembro.

O impasse nas negociações envolve reivindicações apresentadas pelo Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA), entre elas reajuste de 25% no piso salarial, correção dos salários pelo INPC com ganho real de 5%, remuneração pelas atividades relacionadas à inclusão escolar e oferta de planos de saúde e odontológico.

O Sinepe-BA, por sua vez, argumenta que as propostas são financeiramente incompatíveis com a realidade da maioria das instituições de ensino, especialmente as de pequeno e médio porte.

Segundo dados do EducaCenso 2025, a Bahia possui 2.573 escolas particulares, com mais de 509 mil matrículas. Caso não haja acordo entre as partes, a paralisação poderá provocar alterações no calendário letivo de parte das instituições.



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