No último domingo (4), o senador Flávio Bolsonaro (PL) passou para o segundo turno na disputa pelo Palácio do Planalto contra o presidente Lula (PT). Agora, integrantes da campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já discutem a composição de eventual governo de Flávio.
Um dos nomes cogitados, conforme publicação do site O Antagonista, é o influenciador e empresário Pablo Marçal. Ele é cotado para comandar o futuro Ministério do Empreendedorismo.
Apesar do nome do empresário já estar na lista de possibilidades, a articulação política de Flávio Bolsonaro pretende priorizar quadros que participaram ou apoiaram sua campanha desde o início.
Assim, o senador Rogério Marinho (PL-RN) tem lugar de destaque no tabuleiro político. Ele, que coordena a campanha de Flávio, tem o nome cogitado comandar a Casa Civil ou disputar a Presidência do Senado. Para a Casa Civil, também é cogitada a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que chegou a ser convidada para ocupar o cargo de vice do candidato, mas declinou da proposta à época.
Para o Ministério da Fazenda, o nome mais cotado é o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Quem também é mencionada para o cargo é a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniela Marques. Se não assumir o ministério, ela poderá retornar ao comando do banco que já presidiu.
Ronaldo Caiado (PSD), que também disputou o cargo de presidente no primeiro turno e já declarou apoio a Flávio no segundo turno, também é cotado para comandar um ministério.
Como existe a possibilidade de dividir o Ministério da Justiça e Segurança Púbica, Caiado pode comandar a pasta da Justiça. Já o Ministério da Segurança Pública tende a ficar com o senador eleito por São Paulo, Guilherme Derrite (PL). Se não ocorrer a divisão, Derrite é favorito para chefiar a pasta com estrutura já existente.
No Ministério da Cultura, o nome cotado entre os aliados de Flávio é o do ator e ex-secretário especial da Cultura, Mário Frias.
O ex-deputado e ex-diretor-geral da Polícia Federal, Alexandre Ramagem, também pode retornar ao governo como chefe da corporação que já dirigiu.
Por fim, no Ministério da Agricultura, o nome especulado é o deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR).